MERCADO FINANCEIRO
Dólar
subiu
Ibovespa
desceu
Lula
O cenário político ainda dá o tom dos negócios no mercado financeiro, levando os investidores a adotar uma postura de maior cautela nos negócios. Com isso, o dólar à vista terminou ontem em alta de 2,35% frente ao real, cotado a R$ 3,6794. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki de tirar do juiz Sérgio Moro e devolver à Corte os processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos principais assuntos do dia.
Swap
Outro fator de pressão sobre o dólar foram os leilões de contratos de swap realizados pela manhã pelo Banco Central. O BC havia programado para ontem a oferta de até 20 mil contratos de swap cambial reverso (US$ 1 bilhão), em operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro, e apenas 2,5 mil contratos de swap tradicional (US$ 121,3 milhões) para rolagem dos vencimentos de abril. Na prática, ele elevou os esforço para sustentar as cotações da moeda americana.
Aversão ao risco
O cenário internacional não foi amigável ao risco, o que acabou por reforçar essa tendência. Os preços do petróleo tiveram fortes perdas nos mercados de Londres e Nova York e influenciou negativamente as bolsas norte-americanas. Com a maior aversão ao risco no mercado internacional, os juros dos Treasuries caíram, refletindo a maior procura por ativos seguros. Da mesma maneira, o dólar se fortaleceu frente às moedas de países emergentes e exportadores de petróleo.
Bovespa
As notícias do cenário político aumentaram o grau de imprevisibilidade, levando os investidores a adotar uma postura de maior cautela nos negócios com moedas e ações. Com isso, a Bovespa teve ontem uma sessão de correções e caiu 2,59%, aos 49.690,05 pontos. Foram negociados pouco mais de R$ 6 bilhões, o que representa cerca de 40% da média diária de março.
Blue chips
Entre as ações negociadas na Bovespa, as quedas mais significativas ficaram com as blue chips e as do setor financeiro. Petrobras ON e PN caíram 5,34% e 4,07%, enquanto Vale ON e PNA recuaram 8,49% e 7,08%, respectivamente. Entre as ações que compõem o Ibovespa, Braskem PNA liderou as quedas com perda de 11,73%, devido à repercussão do noticiário envolvendo a Odebrecht, sua controladora.
Taxas de juros
Ao final dos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2016 fechou com taxa de 14,08%, contra 14,07% do ajuste de anteontem. O vencimento de janeiro de 2017 terminou em 13,72%, ante 13,71%. O DI para janeiro de 2018 subiu de 13,31% para 13,42% e o de janeiro de 2021 saltou de 13,61% para 13,85%.
(Agência Estado)





