Copel
subiu
Petrobras
desceu

Impeachment
A Bovespa voltou a se apoiar no cenário político ontem e fechou em alta de 0,70%, aos 51.171,55 pontos. O volume de negócios somou R$ 10,483 bilhões, inflado pelo movimento no exercício de opções. O mercado de renda variável operou em compasso de espera por desdobramentos da crise política, conservando a expectativa de que a crise econômica comece a ser enfrentada no médio prazo, após o desfecho do processo de impeachment. A percepção de que o governo se enfraquece a cada dia reforça a aposta no afastamento da presidente Dilma Rousseff e ontem ajudou sustentar os preços das ações em alta.

Realização de lucros
Nesse ambiente de espera, os investidores mantiveram, em alguns setores, o perfil de curto prazo e realizaram lucros acumulados nos últimos dias. Entre esses papéis, destaque para as ações da Vale, que caíram 1,17% (ON) e 0,62% (PNA). Os dois papéis contabilizam valorização em torno de 30% em março. Petrobras ON cedeu 0,49% e PN caiu 0,74%.

Energia elétrica
Na análise por setores, os destaques de alta do dia ficaram com as ações de energia elétrica, que avançaram sobretudo com ordens de compra vindas de investidores estrangeiros. Com alta de 8,65%, Copel PNB foi a maior alta do Ibovespa. Energias do Brasil ON (+3,88%) e Cemig PN (+2,60%) também estiveram na lista de maiores altas do dia.

Dólar
Numa sessão bastante técnica, o dólar à vista subiu ontem 1,03% ante o real, aos R$ 3,6163, com investidores reagindo ao anúncio, ocorrido na sexta-feira, de que o Banco Central realizaria ontem leilão de swap cambial reverso (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). Só que a divisa para abril - a mais líquida no Brasil e, no limite, a principal referência para os negócios - acabou recuando, em função das condições oferecidas pelo BC na operação com swap reverso. Perto das 17h38, o dólar para abril cedia 0,34%, aos R$ 3,6225.

Taxas de juros
Os principais contratos de juros futuros não tiveram desempenho uniforme ontem. Os vencimentos mais curtos terminaram perto dos ajustes anteriores, com um leve viés de alta, enquanto os longos recuaram, em uma sessão de liquidez reduzida. Ao término da negociação regular, o DI janeiro de 2017 estava em 13,78%, de 13,76% no ajuste da sexta-feira, e o DI janeiro de 2018 subiu de 13,45% para 13,47%. O DI janeiro de 2021 fechou em 13,86%, ante 14,01%.

Selic
A rigidez dos contratos de curto prazo esteve em linha com a redução das apostas num corte da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril que vem ocorrendo desde a semana passada e ontem teve um ingrediente adicional: a alta do dólar.
(Agência Estado)

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