Dólar
desceu
Dow Jones
subiu

Em baixa
"Política e ponto final", resumiu um profissional ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, ao justificar a queda do dólar ante o real ontem. O dólar à vista terminou a jornada em baixa de 1,86% ante o real, aos R$ 3,5796. Essa é a menor cotação em quase sete meses, desde 27 de agosto de 2015. "A possibilidade de Dilma cair aumentou muito, e isso não é uma percepção que está só nas ruas; está entre os investidores também", acrescentou o operador.

Reação
No início da sessão, o dólar até chegou a avançar no Brasil, tendo marcado a máxima de R$ 3,6712 (+0,66%) às 9h02. Naquele momento, as cotações se alinhavam em parte ao exterior, onde a moeda americana subia ante outras divisas, e reagiam ao início da redução da rolagem dos contratos de swap cambial pelo BC. Após marcar esta máxima, a moeda americana rapidamente desacelerou e, em 12 minutos de negócios, já migrava para o território negativo. Durante a tarde, o recuo do dólar acabou se intensificando em vários momentos, com a disparada de stops de comprados no mercado futuro.

Zerou perdas
No início da noite, a queda do dólar no mercado futuro desacelerou fortemente. Segundo fonte ouvida pelo Broadcast, o Banco Central fez uma pesquisa de demanda, nas mesas, por leilão de swap reverso. Essa informação, que circulou rapidamente no fim da tarde, fez o dólar para abril praticamente zerar as perdas, fechando a R$ 3,635 (-0,05%).

Bovespa
O cenário político conturbado voltou a conduzir os negócios ontem. No mercado de ações, a cautela foi a resposta do investidor à imprevisibilidade do noticiário e sobre como o Executivo federal vai agir daqui em diante. Nesse contexto, a Bovespa encerrou o pregão em leve queda de 0,19% aos 50.814,66 pontos. Na máxima do dia, o Ibovespa subiu 0,77% aos 51.308 pontos. Na mínima, caiu 1,40% aos 50.202 pontos.

Valorização
A despeito da queda de ontem, o Ibovespa marcou uma alta de 2,37% na semana. A valorização é resultado do avanço em apenas dois pregões: o de quarta-feira (+1,34%) e o de quinta (+6,60%). No mês, o indicador voltou a totalizar uma valorização acima dos 18% e marca 18,75% de alta. As bolsas de Nova York fecharam em alta pela quinta sessão consecutiva, o que levou o índice S&P 500 de volta ao terreno positivo neste ano.

Taxas de juros
O mercado de juros fez uma pausa nesta sexta-feira, com as taxas tendo oscilado durante todo o dia ao redor dos ajustes anteriores, prevalecendo um viés de baixa na ponta longa. O DI janeiro de 2017, destoando dos demais, encerrou em 13,760%, de 13,750% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2018 caiu de 13,54% para 13,45%. O DI janeiro de 2021 recuou para 14,01%, de 14,06% no ajuste anterior.

Agência Estado

mockup