Ibovespa
subiu
Dólar
desceu

Maior alta
O episódio da divulgação de áudios com conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff voltou a fortalecer apostas em um impeachment presidencial, o que se traduziu ontem em alta de 6,60% do Índice Bovespa, que fechou aos 50.913,79 pontos. Foi a maior alta porcentual da bolsa em um único dia desde 2 janeiro de 2009.

Destaques
Ações ligadas ao governo, como Petrobras ON (+8,75%) e PN (+12,03%) e Banco do Brasil ON (+14,37%), foram destaques o dia todo. Eletrobras ON, que não faz parte do índice, subiu 10,38%. Tecnicamente, Lula ainda é ministro, mas não pode operar atos como tal, na avaliação do governo.

Rodada de ganhos
A Bovespa voltou a renovar máximas à tarde, com influência das bolsas americanas, que tiveram uma rodada de ganhos, em meio à alta dos preços do petróleo. O Índice Dow Jones fechou em alta de 0,90% (17.841,49 pontos) e com isso anulou as perdas que acumulava no ano, passando a contabilizar alta de 0,32% em 2016. O S&P avançou 0,66% no dia e está próximo de também anular as perdas no ano.

Dólar
O dólar à vista teve ontem sua maior queda porcentual em quase um ano, terminando o dia cotado a R$ 3,6473, com baixa de 2,55%. Trata-se do maior recuo desde 23 de março de 2015. O dólar já abriu em queda frente ao real e atingiu a mínima do dia no início da tarde, com a notícia da suspensão da nomeação de Lula pela Justiça. Após a notícia, o dólar à vista chegou a ser negociado a R$ 3,6042 (-3,70%).

Swap cambial
À tarde o Banco Central anunciou em um curto comunicado que, em função das condições atuais do atual cenário internacional, decidiu reduzir a rolagem dos contratos de swap cambial. Não foi divulgado o porcentual que passará a ser oferecido nessas rolagens parciais. A medida foi elogiada no mercado de câmbio. A medida chegou a ter impacto no mercado futuro de câmbio, levando o dólar para liquidação em abril para leilão. Após o ajuste, no entanto, o dólar manteve o ritmo de queda tanto nos mercados à vista como no futuro.

Taxas de juros
As taxas de juros negociadas no mercado futuro foram fortemente ajustadas para baixo, tendo mais uma vez o cenário político como principal referência. Além disso, o cenário internacional mais tranquilo aumentou o apetite por risco, potencializando a queda das taxas. Ao final dos negócios no período regular da BM&F, o contrato de DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 13,725%, ante 13,750% do ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2018 projetava 13,54%, ante 13,79%. Já o DI para janeiro de 2021 estava em 14,06%, de 14,60% no ajuste de anteontem.

Agência Estado

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