Ibovespa
subiu
Taxa de juros
desceu

Lula
Os negócios no mercado de câmbio foram marcados ontem por forte volatilidade, em função do cenário político. A chegada do ex-presidente Lula à Casa Civil e suas possíveis consequências conduziram as cotações, ora para um lado, ora para outro. A moeda americana chegou a ser cotada na faixa dos R$ 3,85 no pior momento do dia, mas perdeu força à tarde e migrou para o negativo após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O dólar à vista fechou em baixa de 0,49%, aos R$ 3,7426.

Fed
O viés baixista para o dólar se intensificou após a decisão de política monetária do Federal Reserve. O Fed manteve a taxa dos Fed Funds na faixa de 0,25% a 0,50%, como esperado, mas citou riscos na economia global. Além disso, a mediana das projeções para os juros no fim de 2016 caiu de 1,375% para 0,875% e, para o fim de 2017, de 2,375% para 1,875%. Na prática, a indicação é de juros não tão altos nos próximos meses.

Especulações
O dólar marcou mínimas ante o real após o Fed, mas as especulações em torno da chegada de Lula ao governo também eram citadas como motivo para os movimentos. No piso do dia, às 16h51, foi cotada a R$ 3,7321 (-0,77%). Depois, encerrou nos R$ 3,7426.

Bovespa
Considerando o início do pregão, a Bovespa indicava um fechamento em baixa ontem, em função da oficialização de Lula para a Casa Civil de Dilma Rousseff. Mas no meio da jornada, com a decisão de política monetária do Fed, a tendência mudou. Os índices em Nova York reagiram em alta e, no Brasil, a Bovespa também avançou. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,34%, aos 47.763,43 pontos. Na mínima, vista mais cedo, ficou abaixo dos 46 mil pontos, em queda de 1,29%, aos 46.521 pontos. Na máxima, após o Fed, bateu os 47.814 pontos, em alta de 1,45%. O giro financeiro foi de R$ 8,098 bilhões.

Cenário positivo
Os papéis da Vale tiveram fortes ganhos e fecharam em alta de 9,94% a ON e 8,88% a PNA, enquanto Petrobras ON avançou 7,74% e o papel PN da estatal subiu 9,38%, com um cenário mais positivo no exterior, após o Fed, e avanços firmes das commodities (minério de ferro e petróleo).

Taxas de juros
Após passarem boa parte da sessão pressionados para cima pela confirmação de que o ex-presidente Lula será o novo ministro-chefe da Casa Civil, os juros futuros de longo prazo passaram a cair, após a divulgação nos EUA do comunicado do Fed, inesperadamente "suave". Ao término da sessão regular, o DI julho de 2016 fechou em 14,045%, de 14,070% no ajuste de anteontem, e o DI janeiro de 2017 em 13,75%, de 13,87%. O DI janeiro de 2018 terminou em 13,79%, de 13,82% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 ficou estável em 14,60%.

Agência Estado

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