Dólar
subiu
Ibovespa
desceu

Segundo plano
O noticiário político dominou as atenções no mercado financeiro ontem e deixou em segundo plano qualquer fato de outra natureza. A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornar ministro da Secretaria de Governo esteve entre os principais fatores de influência nos negócios. Em meio ao noticiário intenso e às incertezas, o dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 3,7612, com alta 3,11%, maior porcentual em um único dia desde 16 de outubro de 2015.

Bovespa
Após um dia de noticiário intenso e muitas incertezas quanto aos próximos acontecimentos, a Bovespa fechou em queda de 3,56%, aos 47.130,02 pontos e com R$ 8,2 bilhões em negócios, ontem. A possibilidade de o ex-presidente Lula se tornar ministro da Secretaria de Governo e os desdobramentos da homologação da delação premiada do senador Delcídio Amaral (MS) estiveram entre os principais fatores de influência nos negócios.

Exterior
O cenário internacional avesso ao risco acabou por reforçar a tendência de baixa, uma vez que petróleo e minério de ferro tiveram quedas. As bolsas europeias fecharam em baixa e as americanas andaram de lado. Os papéis da Petrobras tiveram queda de 10,68% (PN) e 6,60% (ON). Com esse resultado, as ações preferenciais da estatal anularam os ganhos que ainda acumulavam no mês. Por outro lado, as ações ordinárias do Banco do Brasil, que lideraram as quedas do Ibovespa (-21,17%), ainda conservam valorização de mais de 30% no mês.

Taxas de juros
O mercado futuro de juros operou sob a regência do conturbado cenário político e as taxas sofreram forte ajuste para cima, com expressiva inclinação da curva a termo. As denúncias na imprensa trouxeram agitação às mesas de negociação logo cedo, levando os investidores a um movimento de correção de posições "vendidas" em taxas de juros. Ao final dos negócios no horário regular da BM&F, o "spread" entre os contratos de DI com vencimento entre janeiro de 2018 e janeiro de 2021 estava em 78 pontos-base. No auge do otimismo, na semana passada, esse diferencial chegou a 40 pontos.

Vencimentos
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2016 terminou o pregão regular em 14,070%, ante 14,065% do ajuste de anteontem. O vencimento de janeiro de 2017 projetou 13,87%, ante 13,79% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2018 teve a taxa elevada de 13,62% para 13,82%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 terminou em 14,60%, de 14,24%.

Agência Estado

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