Dólar
subiu
Ibovespa
desceu

Ajustes
Após o recuo de mais de 10% acumulado em março, o dólar passou ontem por ajustes no mercado brasileiro, com investidores recompondo parte das posições na moeda americana. O movimento foi intensificado no fim da tarde, quando surgiram notícias que, em tese, podem fortalecer a luta da presidente Dilma Rousseff contra o impeachment. O resultado foi a alta de 1,48% do dólar ante o real, aos R$ 3,6476. Foi o segundo avanço em dez sessões de março.

Migração
Pela manhã, o dólar até chegou a ceder, dando continuidade ao movimento de sexta-feira, quando investidores se posicionaram na venda de moeda na expectativa de que, no domingo, as manifestações a favor do impeachment fossem bem-sucedidas. Às 9h05 de ontem, a moeda americana marcou a mínima de R$ 3,5874 (-0,20%). As cotações baixas para a moeda americana, após o recuo mais recente, abria espaço para compras. Isso fez o dólar, em menos de 10 minutos de sessão, migrar para o território positivo ante o real. Em meio a notícias políticas, o dólar à vista renovou máximas na reta final e, às 16h59, marcou R$ 3,6511 (+1,57%). Depois, terminou muito próximo do pico do dia, aos R$ 3,6476 (+1,48%).

Bovespa
Depois de passar praticamente a sessão inteira no zero a zero, a Bovespa fechou em queda e abaixo dos 49 mil pontos ontem. O principal indicador da bolsa brasileira encerrou o pregão com um recuo de 1,55%, aos 48.867,33 pontos. Apesar do sinal negativo, o Ibovespa ainda acumula uma alta de 14,19% no mês e espaço, portanto, para realização de lucros de investidores com posição comprada.

Pressão baixista
As maiores baixas na carteira Ibovespa ontem foram de Petrobras PN (-8,53%), Usiminas PNA (-8,42%) e Rumo ON (-8,15%). As maiores altas foram de Braskem PNA (+6,23%), Fibria ON (+6,19%) e Suzano PNA (+5,02%). O petróleo, que fechou em queda tanto na Nymex (-3,42%), em Nova York, quanto na ICE (-2,13%), em Londres, gerou pressão baixista sobre os papéis da Petrobras ao longo de toda a sessão. Assim como a PN, a ON da petroleira encerrou o pregão em queda de 5,45%.

Desvalorização
Assim como a Petrobras, as ações da Vale refletiram a pressão negativa vinda da desvalorização de commodity. No dia em que o minério de ferro recuou 1,1% no mercado chinês, para US$ 55,5 a tonelada seca, a ON da Vale fechou em queda de 3,10% e a PNA recuou 4,42%.

Taxas de juros
Os juros futuros terminaram a sessão em alta, definida praticamente nos ajustes da sessão regular. O DI julho de 2016 fechou em 14,065%, de 14,060% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2017 terminou em 13,79%, de 13,73% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 subiu de 13,58% para 13,62% e o DI janeiro de 2021 encerrou em 14,24%, de 14,19% no ajuste de sexta-feira.

Agência Estado

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