MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
subiu
Dólar
desceu
Firme alta
O desempenho do Ibovespa passou por uma reviravolta na última hora de pregão de ontem e fechou em firme alta de 1,86% aos 49.571,11 pontos. A valorização de ações na Bovespa ganhou força após a revelação de que o Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na máxima da sessão, às 17h22, o Ibovespa bateu os 49.974 pontos em alta de 2,69%. Na mínima, por volta das 14h40, chegou aos 47.922 pontos, em queda de 1,53%.
Virada
Na maior parte da tarde, o Ibovespa exibia o sinal negativo num movimento de realização de lucros, segundo um operador e o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger. A virada para o positivo aconteceu depois de a entrevista coletiva dos promotores do MP-SP ter começado. A renovação frenética de máximas, entretanto, aconteceu somente depois de circular entre as mesas de operação que os promotores haviam pedido a prisão preventiva de Lula. Naquele momento, as ações pararam de mirar o exterior - onde o petróleo fechou em queda, assim como as bolsas na Europa e os índices Dow Jones e Nasdaq, em Nova York - para digerir apenas o noticiário doméstico.
Papéis
Depois da notícia sobre a prisão, como observou um operador de renda variável, os papéis da Petrobras também trocaram o sinal negativo para o positivo. As ONs fecharam em alta de 2,62%, e as PNs +4,61%. A alta das ações de grandes bancos acelerou fortemente também no mesmo momento. Com isso, a PN de Itaú Unibanco fechou em alta de 3,92%. A PN de Bradesco, em + 2,99%. A ON do Banco do Brasil foi que registrou a maior alta entre os bancos. Subiu 5,91% e ficou entre as maiores altas da carteira do Ibovespa. Ontem, o giro financeiro totalizou R$ 11,845 bilhões.
Dólar
O dólar à vista teve ontem sua terceira queda consecutiva, influenciado essencialmente pelo conturbado cenário político. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,6187, com queda de 2,17%. Nas últimas oito sessões de negócios, o dólar caiu em sete. E em praticamente todas elas o cenário político exerceu influência sobre as cotações.
Taxas de juros
As taxas de juros negociadas no mercado futuro tiveram nova rodada de baixas ontem. O contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em julho de 2016 apontava 14,060%, ante 14,075% no ajuste de anteontem e o para janeiro de 2017, 13,83% (13,89% no ajuste anterior). O DI para janeiro de 2018 indicava 13,82%, de 13,95% no ajuste da véspera. No trecho mais longo da curva a termo, o contrato com vencimento em janeiro de 2021 teve taxa de 14,29%, ante 14,39% no ajuste de anteontem.
(Agência Estado)





