MERCADO FINANCEIRO
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Vale
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Dólar
O dólar andou na contramão da tendência internacional e fechou em queda de 1,47% ante o real, a R$ 3,7379 no mercado à vista, menor cotação desde 24 de novembro de 2015. A queda ocorreu a despeito da aversão ao risco que predominou no mercado externo, fazendo o dólar subir frente à maioria das divisas de países emergentes. Dois fatores contribuíram para esse descolamento: o noticiário político desfavorável ao governo e leilões de linha cambial (venda de dólares com compromisso de recompra) anunciados para hoje pelo Banco Central.
Odebrecht
O dólar chegou a subir pontualmente nos primeiros minutos de negociação, mas inverteu a tendência ainda na primeira meia hora. Pesaram notícias como a condenação do empresário Marcelo Odebrecht a 19 anos e 4 meses de prisão e as especulações de que os donos da Odebrecht e da OAS negociam delação premiada, no âmbito da Operação Lava Jato.
Leilões
O dólar sustentou a tendência de queda mesmo com o cenário internacional adverso. Entre as notícias negativas estiveram o resultado fraco da balança comercial chinesa e a nova queda dos preços do petróleo, alimentada pela falta de consenso entre os países produtores. À tarde o Banco Central anunciou que realizaria hoje dois leilões de linha (venda com compromisso de recompra), no montante de até US$ 2 bilhões.
Bovespa
Assim como na segunda-feira, a Bovespa teve um pregão bastante instável. Entre a mínima (-0,81%) e a máxima (+1,36%), o Ibovespa oscilou mais de 1.000 pontos. Depois de altos e baixos, o principal indicador da bolsa brasileira fechou em leve queda de 0,29% aos 49.102,14 pontos, interrompendo uma sequência de seis altas.
Sobe e desce
O destaque de queda na bolsa foi a Vale. A ON caiu 14,51% e a PNA, -12,05%. O setor siderúrgico - leia-se CSN, Usiminas, Gerdau e Bradespar, acionista da mineradora - acompanhou e caiu em peso. A pressão para cima veio, especialmente, das ações de grandes bancos. A ON do Banco do Brasil, por exemplo, encerrou o dia em alta de 10,90%, a maior variação entre os papéis da carteira Ibovespa. A PN do Itaú Unibanco teve alta de 2,24%, e a do Bradesco, +0,50%.
Juros
Nos negócios na BM&F, as taxas chegaram ao final do período estendido nas mínimas do dia, acompanhando de perto o movimento do dólar, que também renovava pisos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2016 marcava taxa de 14,115%, ante 14,145%. O vencimento de janeiro de 2018, o mais negociado, tinha taxa de 14,22%, na mínima do dia, contra 14,42%. Na ponta mais longa da curva de juros, o DI para janeiro de 2021 teve a taxa reduzida de 14,89% para 14,64%.
(Agência Estado)





