MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
subiu
Dólar
desceu
Lava Jato
A Bovespa encerrou o dia em alta de 4,01% aos 49.084,87 pontos em uma semana cheia de recordes e cinco fechamentos positivos. Em pontos, o Ibovespa alcançou o maior nível desde 9 de outubro do ano passado. Segundo operadores e analistas, a 24ª fase da Operação Lava Jato, cujo destaque foi a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi o propulsor do ímpeto comprador ontem. Na máxima intraday, o Ibovespa superou os 50 mil pontos em alta de 6%.
Ímpeto comprador
Com o resultado, o Ibovespa galgou 7.492 pontos entre a última sexta-feira e ontem. Em termos porcentuais, a valorização foi de 18,01%. Uma boa parte dessa alta foi provocada por um ímpeto comprador dos estrangeiros, segundo os dados oficiais e estimativas de operadores. De acordo com a BM&FBovespa, o saldo positivo dos não residentes em apenas três dias da semana - entre segunda e quarta-feira - superou o resultado líquido desses investidores no ano de 2016.
Recorde
Além disso, a semana teve recordes de giro financeiro. Assim como ontem, hoje o giro foi mais do que o dobro da média diária dos últimos meses. O volume chegou a R$ 16,979 bilhões, o maior desde 27 de outubro de 2014 (R$ 17,807 bilhões), quando se observa somente os pregões sem vencimento de opções sobre ações ou sobre índices.
Dólar
O dólar à vista cedeu 1,12%, aos R$ 3,7675, na menor cotação desde 9 de dezembro do ano passado. Em cinco dias, o dólar despencou 5,82%. No mercado futuro, que encerra apenas às 18h15, o dólar para abril caía há pouco 1,10%, aos R$ 3,7850. Ontem, no melhor momento da sessão, às 10h38, o dólar à vista marcou a mínima de R$ 3,6580 (-3,99%). À tarde, a pressão arrefeceu um pouco e o dólar chegou a ser cotado em R$ 3,7753 (-0,92%) às 16h42, na máxima do dia. Depois, terminou nos R$ 3,7675.
Taxas de juros
A exemplo de anteontem, o noticiário político dominou as atenções do mercado doméstico e as taxas de juros de longo prazo tiveram um dia de queda consistente. Em nova sessão de volume expressivo de contratos negociados, as taxas curtas perderam fôlego de queda no final da etapa regular e encerraram perto dos ajustes. O DI julho de 2016 fechou em 14,125%, de 14,120% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2018 caiu de 14,26% para 14,24%. Nos longos, entretanto, houve recuo firme: o DI janeiro de 2019 fechou em 14,62%, de 14,77%, e o DI janeiro de 2021 terminou em 14,62%, de 15,07%.





