MERCADO FINANCEIRO
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Agência Estado 
Subiu
Dólar
Caiu
Ibovespa
Dólar
O dólar somou ontem a segunda sessão consecutiva de alta ante o real, encerrando a semana acima dos R$ 4,00. A moeda americana chegou a cair durante a manhã, com alguma pressão de investidores vendidos sobre as cotações, mas os dados positivos divulgados nos EUA acabaram conduzindo os ganhos do dólar no exterior e também no Brasil. Internamente, o mal-estar com a política e fatores técnicos contribuíram para o avanço. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,93%, aos R$ 4,0005. Na semana, houve desvalorização de 0,48% no segmento à vista.
Bovespa
O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, fechou o último dia da semana em terreno negativo, registrando o quarto dia consecutivo de queda. Ontem, o volume baixo trouxe volatilidade ao índice que chegou a subir mais de 1% na abertura, mas com o PIB mais forte dos EUA e com dados domésticos ruins, perdeu força, inverteu o sinal no início da tarde para fechar com baixa de 0,70%, aos 41.593,08 pontos, e giro financeiro de R$ 4,768 bilhões. O índice registrou máxima aos 42.495 pontos (+1,45%) e mínima aos 41.417 pontos (-1,13%). No mês, somou ganhos de 2,94% e, no ano, recuo 4,05%. As perdas acumuladas em quatro pregões praticamente anularam o ganho de 4,07% da segunda-feira e o índice fechou a semana com alta de 0,12%.
IGP-M
Dois indicadores domésticos divulgados ontem ajudaram no pessimismo dos investidores: o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atingiu 12,08% no acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro, o maior nível desde outubro de 2008, quando ficou em 12,23%, e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro, que mostrou saldo líquido negativo de 99.694 postos de trabalho, o pior resultado para o mês desde 2009, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência Social. "Fora isso, há um ajuste de carteiras por conta da proximidade do final do mês e algumas notícias corporativas negativas, como foi o caso de BRF hoje (ontem)", explicou o gerente da área de análise da Planner Corretora, Mario Roberto Mariante.
Juros
Os principais contratos de juros futuros encerraram a semana com viés de alta, próximos dos ajustes anteriores. Logo após a abertura dos negócios, as taxas esboçaram uma reação de queda à informação, de quinta-feira à noite, de que o governo adotará a bandeira verde no sistema de tarifas de energia em abril, o que reduzirá o valor das contas de luz e deve trazer alívio para a inflação. Mas o movimento não se sustentou e as taxas devolveram o recuo na medida em que o dólar também não segurou o sinal de baixa.


