MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Bovespa
desce
Em queda
A Bovespa chegou a esboçar uma alta pela manhã de ontem, mas acabou registrando sua terceira queda consecutiva. Depois de ter subido até 0,58% e caído até 1,53%, o Índice Bovespa terminou o dia em baixa de 0,47%, aos 41.887,90 pontos. O volume de negócios foi de R$ 4,874 bilhões (preliminar). O principal motivo para a queda, segundo profissionais do mercado, foram resultados corporativos que desagradaram aos investidores.
Vale
O prejuízo de US$ 8,569 bilhões no quarto trimestre de 2015 pesou muito negativamente sobre as ações da Vale. O valor foi 4,6 vezes superior ao prejuízo do mesmo período de 2014. No acumulado de 2015, a Vale transformou um lucro em prejuízo líquido de US$ 12,129 bilhões (cerca de R$ 44,2 bilhões). O prejuízo anual é o maior registrado entre as companhias abertas brasileiras em 30 anos. Como resultado, Vale ON e PNA terminaram o dia em queda de 5,89% e 5,23%, respectivamente.
Ambev
Outro papel que se destacou na queda, por conta de resultados financeiros e guidances divulgados, foi Ambev. O lucro líquido atribuído à participação dos controladores no quarto trimestre ficou 26% abaixo das estimativas do mercado. O Itaú BBA rebaixou a recomendação de "outperform" para "market perform", destacando, entre outros pontos, a expectativa de alta no Custo de Produto Vendido (CPV) em 2016. Uma das ações de maior peso no Ibovespa, Ambev ON fechou em queda de 2,59%.
Gerdau
O noticiário político/policial também exerceu influência no mercado, por meio de ações contra o grupo Gerdau. As ações preferenciais da Metalúrgica Gerdau mergulharam em forte queda e chegaram a entrar em leilão à tarde, antes de fechar em queda de 10,85%. Com as três quedas consecutivas, o Ibovespa perdeu 3,12%. No acumulado de fevereiro ainda há alta de 3,67%. Em 2016, o índice contabiliza queda de 3,37%.
Dólar
O dólar sustentou perdas ante o real durante praticamente toda a quinta-feira, sob influência de fatores internos e externos. Só que, na reta final dos negócios, espalhou-se pelas mesas a percepção de que uma grande saída de dólares do País poderia estar ocorrendo. Isso fez com que investidores saíssem comprando moeda, em meio aos rumores de fluxo de saída. O resultado foi a virada do dólar para o positivo, com a moeda à vista encerrando em alta de 0,15%, aos R$ 3,9636.
Juros
Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o DI abril de 2016 projetava 14,155%, de 14,151%, e o DI julho de 2016 fechou a 14,190%, estável. O DI janeiro de 2017 subiu de 14,170% para 14,215%. O DI janeiro de 2018 encerrou em 14,65%, ante 14,57%. O DI janeiro de 2021 subiu de 15,52% para 15,71%.
(Agência Estado)





