Em baixa
O principal índice da BM&FBovespa, o Ibovespa, amenizou as perdas registradas nas primeiras horas do pregão de ontem, com melhora do cenário externo, mas ainda assim fechou em território negativo, puxada pelo comportamento das blue chips. A perda do grau de investimento pela única agência que ainda conferia o selo de bom pagador ao País, a Moody's, com a nota rebaixada em dois graus de uma só vez pesou no índice até o final do pregão.

Ibovespa
O Ibovespa chegou a cair um pouco mais de 3% no meio do dia, mas no início da tarde, com a reversão do sinal negativo do petróleo e um pouco mais tarde das bolsas internacionais, a queda ficou menos acentuada. Ontem, o índice fechou com recuo de 1,03%, aos 42.084,56 pontos, com giro financeiro de R$ 4,786 bilhões (dados preliminares). A mínima foi de 41.211 pontos (-3,08%) e, a máxima, de 42.521 pontos (0%). No mês, o ganho chega a 4,16% e, no ano, a queda é de 2,92%.

Recuo
O desempenho dos papéis de Vale e Petrobras pressionou o índice. No caso de Vale, os papéis seguiram o comportamento de seus pares, como Rio Tinto e BHP, que também apresentaram recuos. Vale ON caiu 5,41%, enquanto a PNA diminuiu 4,44%. Já Petrobras, cujos papéis recuaram 0,71% (ON) e 1,02% (PN), teve influência ainda de notícias negativas, como o processo da multa na Justiça dos Estados Unidos e a expectativa sobre a decisão do Senado sobre o projeto de lei do pré-sal.

Pré-sal
De autoria do senador José Serra (PSDB-SP), o projeto de lei desobriga a Petrobras de ser a operadora única e ter participação mínima de 30% na exploração da camada do pré-sal. A proposta estava em discussão no plenário do Senado ontem à tarde e depois iria para votação.

Dólar
Apesar do corte da nota de crédito do Brasil pela Moody's, o dólar perdeu força ante o real e terminou o dia em baixa. Como o rebaixamento do País já era esperado, investidores venderam a moeda americana à tarde, em sintonia com o exterior, onde o dólar também passou a cair ante várias divisas de exportadores de commodities e emergentes. O dólar à vista terminou em queda de 0,17%, aos R$ 3,9576, enquanto a moeda para março cedeu 0,21%, aos R$ 3,9550.

Juros
Os juros futuros fecharam a sessão em queda, motivada principalmente pelo fluxo de investidores estrangeiros na ponta vendedora. O alívio no câmbio, a melhora do humor externo e a percepção de que a Operação Acarajé, da Polícia Federal, pode levar a presidente Dilma Rousseff a ter de deixar o governo também contribuíram para o recuo das taxas.

Em queda
Ao término da negociação regular, o DI abril fechou em 14,151%, de 14,160%. O DI julho de 2016 terminou em 14,190%, de 14,195%, e o DI janeiro de 2017 recuou de 14,205% para 14,170%. O DI janeiro de 2018 encerrou em 14,57%, de 14,67%, e o DI janeiro de 2021 ficou em 15,52%, de 15,62%.

(Agência Estado)

mockup