MERCADO FINANCEIRO
Dólar
sobe
Ibovespa
desce
Em queda
O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, realizou ontem parte dos ganhos de segunda-feira e encerrou o pregão em território negativo. Em linha com o comportamento dos mercados acionários internacionais, o índice também foi influenciado pela queda do preço do petróleo no mercado global.
Petróleo
O petróleo Brent para abril negociado na ICE fechou em queda de 4,39%, para US$ 33,27 por barril, praticamente devolvendo a alta de 5,09% de segunda-feira. Mesmo caso do contrato negociado na Nymex, com mesmo vencimento, que recuou 4,55% ontem ante valorização de 5,16% na segunda. Os papéis ON da Petrobras tiveram perdas de 4,45% e os PN recuaram 2,38%.
Ibovespa
A queda registrada ontem no principal índice da BM&FBovespa foi de 1,65%, aos 42.520,94 pontos. Na mínima, marcou 42.359 pontos (-2,03%) e, na máxima, 43 601 pontos (+0,85%). No mês, acumula ganho de 5,24% e, no ano, queda de 1,91%. O giro financeiro totalizou R$ 5,222 bilhões, segundo dados preliminares.
Mariana
Entre os destaques de queda, Vale ON (-5,78%) e PNA (-4,26%) após mais notícias negativas envolvendo a Samarco - joint venture com a BHP Billiton - pesarem sobre as ações da mineradora. A Polícia Civil de Minas Gerais pediu a prisão preventiva do ex-presidente da Samarco Ricardo Vescovi, do ex-diretor de operações da empresa Kléber Terra e de cinco gerentes da mineradora e da VogBr, que prestava serviço para a companhia, pela queda da barragem da mineradora em Mariana.
Dólar
Em uma sessão com liquidez limitada, o dólar fechou em alta de 0,58%, cotado a R$ 3,9644 no mercado à vista. O dólar ante o real chegou a cair apenas pontualmente no início do dia, na mínima de R$ 3,9387 (-0,08%), quando o petróleo tentava sustentar alguns ganhos no exterior. Depois, escalou patamares mais elevados, puxado pelo recuo da commodity. No pico da sessão, às 13h03, a moeda atingiu R$ 3,9792 (+0,95%).
Juros
Ao final dos negócios do período regular da BM&FBovespa, o "spread" entre as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento entre janeiro de 2017 e janeiro de 2021 estava em 142 pontos-base, cerca de 10 pontos acima da inclinação da véspera. O contrato com vencimento em julho de 2016 terminou com taxa de 14,195%, ante 14,170% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 projetou 14,205%, de 14,180%. O vencimento de janeiro de 2018 ficou em 14,67%, contra 14,63% do ajuste de segunda-feira. Na ponta mais longa da curva a termo, o vencimento de janeiro de 2021 apontava taxa de 15,62%, ante 15,50%.
(Agência Estado)





