MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
sobe
Dólar
desce
Recuperação
A Bovespa corrigiu ontem parte do tombo de quase 5% da véspera e fechou em alta. A valorização das commodities favoreceu o movimento, da mesma forma que a recuperação dos bancos, incentivados por Bradesco, e a melhora de Wall Street no final.
Índice
O Ibovespa terminou com ganho de 2,57%, aos 39.588,82 pontos. Na mínima, marcou 38.597 pontos (estabilidade) e, na máxima, 39.726 pontos (+2,93%). No mês, acumula queda de 2,02%, e, no ano, baixa de 8,67%. O giro financeiro totalizou R$ 6,140 bilhões.
Commodities
Commodities como minério de ferro e petróleo subiram ontem. No mercado à vista chinês, o minério avançou 2,1% a tonelada seca, para US$ 44. Na Nymex, o contrato do óleo para março saltou 8,03%, a US$ 32,28 o barril, enquanto, em Londres, a alta do contrato para abril foi de 7,09%, a US$ 35,04 o barril.
Dólar
O dólar fechou no menor patamar de 2016, sob influência do exterior e em meio a comentários sobre atuação de instituições públicas no mercado. O dólar à vista fechou em baixa de 1,92%, aos R$ 3,9158. Já a divisa para março caía 2,20%, aos R$ 3,9310, no fim da tarde.
Viés
O viés negativo para a moeda americana era forte desde a manhã. O forte avanço do petróleo tanto em Nova York quanto em Londres favorecia as divisas de países exportadores de commodities, em detrimento do dólar. Alguns dados divulgados nos EUA posteriormente, como o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços (de 54,3 para 53,2 em janeiro) reforçaram a tendência de baixa das cotações em alguns momentos. Na máxima do dia, o dólar marcou R$ 3,9757 (-0,42%) para, durante a tarde, intensificar mais a trajetória negativa.
Taxas de juros
Os principais contratos de juros futuros fecharam majoritariamente em queda na BM&FBovespa nesta quarta-feira, em sessão de forte volatilidade, principalmente no período da tarde. Ao término da negociação regular, o DI abril de 2016 fechou em 14,195%, de 14,200% no ajuste de ontem, e o DI julho de 2016 encerrou em 14,315%, de 14,325% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2017 destoou e subiu de 14,45% para 14,48%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 caiu de 15,89% para 15,81%.
Broadcast
Pela manhã, as taxas recuaram em reação à matéria publicada pelo Broadcast, de que o governo estaria pressionando o Banco Central para que comece a reduzir a Selic ainda este ano, e também em linha com o apetite pelo risco no exterior e dólar em baixa. A pressão pela queda dos juros é vista por interlocutores do Palácio do Planalto como natural, dentro de um cenário de recessão econômica, mas não significa uma "ordem" para o BC reduzir os juros.





