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Bovespa
A Bovespa caiu com vigor no pregão de ontem. Pressionada pelo petróleo, aversão ao risco global e alguns balanços domésticos, o principal índice à vista amargou sua maior queda porcentual desde agosto de 2011. A Bolsa terminou o dia em queda de 4,87%, maior queda porcentual desde 8 de agosto de 2011 (-8,08%), aos 38.596,17 pontos, na mínima do dia. Na máxima, marcou 40.564 pontos (-0,02%). No mês, acumula retração de 4,48% e, no ano, de 10,96%. O giro financeiro totalizou R$ 6,248 bilhões.

Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para março recuou 5,50%, a US$ 29,88 o barril. Em Londres, o contrato para abriu recuou 4,44%, a US$ 32,72 o barril. Petrobras ON caiu 8,51% e PN, 8,90%. Vale ON recuou 9,47% e a PNA, 9,38%. Uma das razões para a commodity se manter em baixa foi a notícia de que a maioria dos membros da Opep não apoia a realização de uma reunião emergencial antes da já prevista para junho.

EUA
O desempenho do petróleo coordenou a aversão ao risco que derrubou as bolsas norte-americanas. Às 18h08, o Dow Jones perdia 1,91%, o S&P tinha baixa de 2,01%, e o Nasdaq perdia 2,39%.

Itaú
Alguns balanços contribuíram para o clima ruim - e as perdas firmes do Ibovespa. Itaú Unibanco foi um deles, mais por causa das perspectivas do que pelos números em si, que vieram em linha com as projeções. Itaú Unibanco PN caiu 8,72%, entre as maiores quedas do Ibovespa, da mesma forma que Itaúsa PN (-8,24%). O banco anunciou lucro líquido de R$ 5,698 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,22% ante igual período do ano anterior. Ante o terceiro trimestre, houve retração de 4,15%.

Cielo
Cielo ON, por sua vez, caiu 6,45%. O lucro líquido da empresa somou R$ 852,7 milhões no quarto trimestre, 6,2% a mais que os R$ 803 milhões registrados no mesmo intervalo de 2014. Na comparação trimestral, contudo, o resultado foi 2,8% menor. A cifra ficou abaixo da estimativa dos analistas.

Dólar
Depois de três dias consecutivos de baixa, o dólar passou por um ajuste e fechou em alta de 0,63% no mercado à vista, cotado a R$ 3,9924. O mau humor nos mercados globais diante de mais uma forte queda dos preços do petróleo justificou a correção, que ocorreu de maneira moderada, com investidores recompondo algumas posições compradas.

Juros
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2016 chegou ao final dos negócios no horário regular com taxa de 14,20%, ante 14,19%. O vencimento de janeiro de 2017 ficou com taxa de 14,45%, de 14,40%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 terminou projetando taxa de 15,89%, de 15,62%.

(Agência Estado)

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