MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
sobe
Dólar
desce
Câmbio
O mercado de câmbio teve ontem um dia de volatilidade e o dólar à vista alternou altas e baixas ao sabor do noticiário interno e externo. A moeda norte-americana acabou por fechar em baixa de 0,38%, cotada a R$ 4,0824. Entre a mínima e a máxima registradas desde a abertura, a cotação oscilou num intervalo de cerca de 2%.
Petróleo
O principal motivo para a desvalorização do dólar foi a recuperação dos preços do petróleo, que, apesar da instabilidade, mantiveram o sinal positivo durante todo o dia. O avanço da commodity impulsionou as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, como o Brasil. A alta foi gerada por rumores sobre um acordo para a redução da produção do petróleo, hipótese negada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) à tarde.
Juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2016 chegou ao final do horário regular de negociação na BM&F com taxa de 14,208%, ante 14,240%. O vencimento de janeiro de 2017 projetou 15,45%, ante 15,70% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2018 indicou taxa de 15,16%, ante 15,51%. O contrato de DI para liquidação em janeiro de 2021 terminou o dia com taxa de 16,19%, ante 16,44%. O DI para janeiro de 2025, que vem ganhando liquidez, projetou 16,50%, ante 16,74%. O "spread" entre os DIs de janeiro de 2017 e de 2021 se manteve em torno dos 170 pontos-base, patamar considerado elevado.
Bovespa
A Bovespa teve ontem um pregão bastante volátil, operando ora em alta, ora em baixa. O Ibovespa fechou a quinta-feira em alta de 0,66%, aos 38.630,19 pontos. Na mínima, marcou 37.996 pontos (-0,99%) e, na máxima, registrou 39.100 pontos (+1,89%). No mês, acumula perda de 10,89%. O giro financeiro totalizou R$ 5,064 bilhões, segundo dados preliminares.
Petrobras
Aqui, Petrobras foi alvo de venda por parte de investidores estrangeiros e titubeou ao longo do dia. A empresa confirmou que seu conselho de administração aprovou a revisão do modelo de gestão e governança com a redução de sete para seis no número de diretorias e o corte de 30% dos 7,5 mil gerentes atuais. Com as mudanças, haverá economia de R$ 1,8 bilhão por ano. Na reta final, a ON fechou com queda de 0,31% e a PN em alta de 0,66%.
Bancos
Bradesco PN terminou em +0,17% e ON, em 1,69%. No consolidado de 2015, o banco lucrou R$ 17,190 bilhões, um montante 13,92% acima dos R$ 15,089 bilhões apurados em 2014. Itaú Unibanco PN avançou 0,68%, BB ON, 2,20%, Santander unit, 0,47%. Vale caiu 0,85% na ON e 1,25% na PNA. Nos EUA, às 18h12, o Dow Jones registrava alta de 0,96%, o S&P subia 0,72%, e o Nasdaq tinha valorização de 0,94%.
(Agência Estado)





