Mercado financeiro
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Agência Estado 
Bovespa
A Bovespa fechou mais um pregão com sinal contrário ao das bolsas norte-americanas. Ontem subiu, influenciada pela alta do petróleo, puxada por fluxo estrangeiro e conduzida pela forte valorização da Petrobras. O resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve colocou as bolsas em Wall Street em baixa e suavizou um pouco os ganhos domésticos. O Ibovespa terminou o dia em alta de 2,34%, aos 38.376,37 pontos, maior alta porcentual desde 9 de dezembro. Na mínima, marcou 37.402 pontos (-0,25%) e, na máxima, 38.766 pontos (+3,38%). No mês, acumula perda de 11,47%. O giro financeiro totalizou R$ 6,070 bilhões, segundo dados preliminares. A Petrobras fechou entre as altas do Ibovespa, depois que a ON disparou 9,73% e a PN, 8,81%.
Dólar
Após ceder mais de 1% ontem, o dólar conseguiu se firmar em alta ante o real durante a tarde e fechar com elevação de 0,88%, aos R$ 4,0981. Fatores técnicos contribuíram para o avanço da moeda americana, assim como os movimentos em torno da decisão de política monetária do Fed, que saiu no fim da tarde. A moeda para fevereiro, que encerra apenas às 18 horas, subia no fim da tarde 0,81%, aos R$ 4,09150. Pela manhã, estrangeiros seguiram reduzindo posições compradas no mercado futuro, em movimento semelhante ao visto na véspera. De acordo com alguns profissionais, passado o impacto da decisão da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), que disparou a busca por dólares, em meio à piora da percepção de risco, muitos players diminuíram posições na moeda americana (venderam divisas) ontem e na manhã de hoje.
Juros
Os juros futuros de curto prazo completaram uma semana de quedas consecutivas ontem, desde que o Copom manteve a Selic em 14,25%, contrariando o consenso de apostas em torno de uma elevação da taxa. E, antecipando-se ao tom possivelmente "dovish" (suave) a ser trazido pela ata da reunião de hoje, o mercado seguiu retirando prêmios da curva. Os mais longos, em contrapartida, subiram, em reação à medida destinada ao crédito que o governo deve anunciar amanhã, vista como heterodoxa. Vale lembrar que a sessão regular da BM&FBovespa terminou antes do anúncio da decisão de política monetária nos EUA, o que pode mudar o rumo dos negócios no período estendido. Ao término da sessão regular da BM&FBovespa, o DI abril de 2017 fechou em 14,240%, de 14,255% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2017, cujo ajuste ontem foi de 14,730%, terminou em 14,700%. O DI janeiro de 2021 subiu de 16,37% para 16,44%.


