MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Vale
Desceu
Petrobras
Tombini
Alexandre Tombini foi o protagonista do mercado futuro de juros ontem. Após o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciar uma revisão pessimista para a economia brasileira, de queda de 3,5%, Tombini disse em nota que as mudanças foram "significativas" e que "todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado".
Sinal
Os comentários inusitados, uma vez que presidentes do BC não costumam comentar espontaneamente projeções do FMI, foram recebidos como uma sinalização de que o aumento de juros esperado para hoje será mais ameno que o esperado, ou mesmo nem aconteça. A reação do mercado foi imediata. Os vencimentos mais curtos dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) passaram a cair, e os vencimentos longos passaram a subir, indicando aumento da percepção de risco do Brasil - ou menor credibilidade do Banco Central.
Juros
Nos negócios na BM&F, o DI com vencimento em abril de 2016 chegou ao final do período regular de negócios com taxa de 14,598%, ante 14,720% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 projetou taxa de 15,38%, de 15,60%. O vencimento de janeiro de 2018 terminou o dia em 16,30%, de 16,31%. Na ponta mais longa da curva, o DI para liquidação em janeiro de 2021 projetou 16,64%, ante 16,46%.
Dólar
O dólar voltou a ganhar força frente ao real e fechou cotado a R$ 4,0591, com valorização de 0,64%. A alta foi atribuída essencialmente a Tombini, que alterou abruptamente as projeções do mercado para os juros da economia, ao comentar projeções mais pessimistas do FMI para o Brasil.
Bovespa
A Bovespa ignorou a nota divulgada por Tombini e trabalhou o dia todo em alta. O PIB chinês e as medidas que se seguiram ao anúncio sustentaram os ganhos. Na reta final da sessão, no entanto, a virada para o vermelho das bolsas norte-americanas fez com que o mercado brasileiro desacelerasse.
Em alta
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,32%, aos 38.057,01 pontos. Na mínima, marcou 37.941 pontos (+0,01%) e, na máxima, 38.857 pontos (+2,42%). No mês, acumula perda de 12,21%. O giro financeiro totalizou R$ 4,112 bilhões. Os dados são preliminares. Petrobras, mais uma vez, caiu. Vale foi um dos destaques positivos da sessão. Vale ON subiu 3,26%, Vale PNA, 1,29%, mas Petrobras ON cedeu 2,38% e a PN, 2,92%.
EUA
Nos EUA, as bolsas viraram para o vermelho na reta final da Bovespa e diminuíram a alta doméstica. Pressionado pelo recuo das ações de energia, o Dow Jones perdia, às 18h11, 0,17%, o S&P caía 0,37%, e o Nasdaq perdia 0,73%.
(Agência Estado)





