Desceu
Bolsa
Subiu
Dólar

Bolsa
A Bovespa terminou mais um dia em queda, pressionada ontem pela aversão ao risco que dominou os negócios ao redor do globo. O principal índice à vista encostou em 4% de perdas no pior momento da sessão, abaixo de 38 mil pontos, mas conseguiu sustentar esse nível no final. O Ibovespa fechou o pregão em queda de 2,36%, aos 38.569,13 pontos, menor nível desde 9 de março de 2009 (36.741,35 pontos). Na mínima, marcou 37.986 pontos (-3,83%) e, na máxima, 39.494 pontos (-0,02%). Na semana, perdeu 5,03% e, no mês, cai 11,03%. O giro financeiro totalizou R$ 5,680 bilhões.

Petróleo
Os preços do petróleo ainda foram pressionados para baixo pela informação de que as sanções internacionais contra o Irã poderão a ser retiradas neste final de semana, o que aumentaria a oferta da commodity num ambiente de excesso de estoques. No fechamento, o contrato para fevereiro negociado na Nymex ficou em US$ 29,42 o barril, em queda de 5,71%. Petrobras foi um dos papéis mais castigados. A ação PN caiu 9,14% e a ON recuou 7,19%. Vale ON recuou 2,90% e Vale PNA, 3,06%. No setor siderúrgico, Gerdau PN perdeu 2,27% de seu valor, Metalúrgica Gerdau PN, 1,79%, e CSN ON, 3,94%. Usiminas PNA caiu 7,69%, a R$ 0,96, segundo maior baixa do índice.

Dólar
O forte recuo do petróleo em Londres e em Nova York e as preocupações em torno da China provocaram ontem novo movimento de busca por proteção. Isso fez o dólar subir em todo o mundo ante divisas de países emergentes ou exportadores de commodities. No Brasil, a moeda à vista fechou em alta de 1,36%, aos R$ 4,0484, encerrando a semana com elevação de 0,36%. No mercado futuro, que funciona até as 18 horas, o dólar para fevereiro subia há pouco 1,10%, aos R$ 4,0605. Na mínima, na abertura dos negócios, a moeda à vista marcou R$ 4,0010 (+0,17%) e, na máxima, às 11h52, atingiu R$ 4,0643 (+1,76%).

Juros
O agravamento da aversão ao risco no exterior que puxou o dólar para cima carregou junto a curva de juros e as taxas fecharam em alta na BM&FBovespa nesta sexta-feira. As preocupações com a economia global - depois de indicadores fracos de inflação e atividade nos EUA, alerta sobre o mercado de crédito na China e nova derrocada do petróleo - castigaram ativos de países emergentes. No front doméstico, declarações da presidente Dilma no começo da tarde ajudaram a adicionar estresse nos principais contratos. Ao término da negociação regular, o DI abril de 2016 projetava 14,711%, de 14,690% no ajuste de ontem. O DI janeiro de 2017 avançou de 15,480% para 15,545%. O DI janeiro de 2021 encerrou em 16,55%, ante 16,44% no ajuste de quinta-feira.

mockup