MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Bovespa
Em queda
A perda acumulada de 6,31% na semana passada não inibiu nova queda ontem da Bovespa, que terminou abaixo de 40 mil pontos e no menor nível desde 17 de março de 2009. O recuo foi puxado pelo tombo do petróleo e pela baixa das bolsas norte-americanas até o fechamento da Bovespa.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 1,63%, aos 39.950,49 pontos, menor nível desde 17 de março de 2009 (39.510,72 pontos). Na mínima do dia, marcou 39.924 pontos (-1,69%) e, na máxima, 40.974 pontos (+0,89%). No mês, acumula perda de 7,84%. O giro financeiro totalizou R$ 4,865 bilhões.
Petróleo
A Bovespa trabalhou de olho nas bolsas norte-americanas e também no petróleo e a deterioração desses ativos acabaram empurrando o índice doméstico para o piso da sessão. Na Nymex, o contrato do petróleo para fevereiro desabou 5,28%, a US$ 31,41 o barril. Petrobras terminou o dia em queda de 3,56% na ON e 2,87% na PN.
Vale
A China teve influência sobre o preço do petróleo e, por tabela, o desempenho da Petrobras. Os dados de inflação divulgado na sexta-feira foram fracos e reforçaram as preocupações sobre a economia do país. Isso também fez com que o preço do minério de ferro recuasse, afetando ainda Vale. A mineradora brasileira terminou em queda de 2,85% na ação ON e de 3,41% na PNA. O preço do minério de ferro caiu 1,4% no mercado à vista chinês e foi a US$ 40,9 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index.
EUA
A queda do petróleo impactou o desempenho das bolsas norte-americanas, que renovaram mínimas durante a tarde e levaram a Bovespa a coordenar o mesmo movimento. Às 18h09, o Dow Jones recuava 0,31%, o S&P perdia 0,61%, e o Nasdaq, 0,95%.
Dólar
A intensificação das perdas do petróleo no mercado internacional na tarde desta segunda-feira definiu o avanço do dólar ante o real. Após recuar na sexta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,60%, aos R$ 4,0581, na máxima da sessão. Já a divisa para fevereiro, que encerrou apenas às 18 horas, subia 0,77%, aos R$ 4,0820.
Juros
Os juros futuros de curto prazo fecharam em alta e os longos ficaram próximos dos ajustes anteriores, numa sessão de liquidez bastante reduzida. Os principais vetores do mercado de renda fixa foram a carta do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, entregue na sexta-feira ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, justificando o estouro da meta de inflação em 2015, e o desempenho do dólar. Ao término da negociação regular da BM&FBovespa, o DI abril de 2016 encerrou em 14,691%, ante 14,660% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2017 fechou a 15,60%, de 15,53% no ajuste; e o DI janeiro de 2021 passou de 16,34% para 16,35%.
(Agência Estado)





