MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu>Bovespa
China
O exterior foi decisivo para o recuo da Bovespa ontem. A desvalorização do yuan e o tombo das bolsas chinesas, fechadas antecipadamente por causa do circuit breaker, espalharam mais uma onda de aversão pelo globo, impactaram as commodities e assustaram principalmente os países exportadores de matérias-primas, como o Brasil.
Bovespa
A Bovespa acabou o dia em baixa de 2,58%, na mínima do dia, aos 40.694,72 pontos, menor nível desde 30 de março de 2009 (40.653,13 pontos). Na máxima, marcou 41.772 pontos (estável). No mês, acumula perda de 6,12%. O giro financeiro totalizou R$ 6,042 bilhões.
PBoC
Ontem, o Xangai Composto, principal índice acionário chinês, despencou 7,32%, num pregão de apenas meia hora, encurtado pelo circuit breaker. As firmes ordens de vendas foram disparadas com o pessimismo dos agentes após Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) ter estabelecido a taxa de paridade para as transações cambiais em 6,5646 yuans por dólar, o menor nível desde 2011 e 0,5% abaixo dos 6,5314 yuans por dólar de quarta-feira. O ajuste na taxa de referência foi o mais forte desde 13 de agosto.
Vale
Há uma expectativa no mercado de que o yuan vai se desvalorizar ainda mais. Vale destacar que a desvalorização da moeda chinesa dificulta as importações, prejudicando as empresas que vendem para o Brasil. Não por acaso Vale tombou 5,95% na ON e 5,90% na PNA. Gerdau PN caiu 4,52%, Metalúrgica Gerdau PN cedeu 6,25%, Usiminas PNA recuou 5,74%, e CSN ON, 2,37%.
Petrobras
Petrobras teve uma queda mais comedida. A ação ON caiu 2,85% e a PN, 2,19%. O preço do petróleo impactou nas bolsas americanas, que à tarde perderam força e afetaram também a Bovespa, que passou a operar mais perto das mínimas. Às 18h16, o Dow Jones caía 2,28%, o S&P, 2,27%, e o Nasdaq, 2,72%.
Dólar
A aversão a risco gerada pelo temor de desaceleração econômica na China foi determinante para a alta de 1,04% do dólar, que fechou valendo R$ 4,0491 no mercado à vista, maior cotação desde 29 de setembro. Pela manhã, a moeda americana chegou à cotação máxima de R$ 4,0699 (+1,56%). À tarde, chegou à mínima de R$ 4,0255 (+0,45%). Com o fim desse movimento, as cotações voltaram a avançar.
Juros
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2016 encerrou o pregão regular de negócios indicando taxa de 14,638%, ante 14,644% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2017 ficou com taxa de 15,54%, de 15,52%. Na ponta mais longa, o DI para liquidação em janeiro de 2021 terminou com taxa de 16,28%, acima dos 16,11% do ajuste anterior.
(Agência Estado)





