MERCADO FINANCEIRO
Subiu
Dólar
Desceu
Bovespa
Em baixa
China e Coreia do Norte elevaram a aversão ao risco global e levaram a Bovespa ontem a fechar no menor nível desde o final de março de 2009. As commodities globais caíram e isso afetou o desempenho de ações de empresas como Vale e Petrobras. À tarde, o mercado operou de olho na ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), divulgada na entrada da última hora de pregão.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em baixa de 1,52%, aos 41.773,14 pontos, no menor patamar desde 31 de março de 2009, quando terminou em 40 925,87 pontos. Na mínima do dia, marcou 41.590 (-1,96%). Na máxima da sessão, ficou em 42.410 pontos (-0,02%). No mês, acumula baixa de 3,64%. O giro financeiro totalizou R$ 5,507 bilhões.
Notícias
No começo da sessão, a bolsa brasileira repetiu o comportamento de outros mercados internacionais de aversão ao risco com a notícia do teste de bomba feito pela Coreia do Norte. Os dados fracos da China e a nova intervenção do BC chinês no yuan afetaram principalmente as commodities, levando as ações de mineradoras e siderúrgicas para baixo.
Queda
Aqui, Vale despencou 7,35% na ON e 7,58% na PNA. O setor siderúrgico teve perdas ainda mais fortes, por causa da expectativa não confirmada de que o presidente da Gerdau, Jorge Gerdau, discutiria o aumento da alíquota do imposto de importação para o setor com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Gerdau Metalúrgica PN desabou 12,93%. Gerdau PN caiu 8,08%, Usiminas PNA, 8,96%, e CSN ON, 7,90%. Petrobras ON recuou 4,62% e a PN, 4,19%. Às 18h17, o Dow Jones caía 1,74%, o S&P tinha baixa de 1,63%, e o Nasdaq recuava 1,52%.
Dólar
As preocupações trazidas por um teste nuclear feito pela Coreia do Norte e os receios de sempre com a economia brasileira definiram o avanço do dólar ante o real. A moeda americana à vista fechou em alta de 0,36%, aos R$ 4,0073, em sintonia com o viés positivo para a divisa no exterior. O dólar para fevereiro, que fecha apenas às 18 horas, subia no fim da tarde 0,27%, aos R$ 4,055. A máxima da sessão foi registrada logo no início do dia, sob o impacto das notícias: o dólar marcou R$ 4,0536 (+1,52%) às 9h05.
Juros
Os juros futuros fecharam em queda consistente pela terceira sessão consecutiva refletindo, a exemplo de terça-feira, a suavização das apostas de alta da Selic em janeiro e o fluxo de venda de investidores estrangeiros nos vencimentos longos. Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o DI abril de 2016 fechou em 14,644%, de 14,650% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2017 recuou de 15,60% para 15,20%. O DI janeiro de 2021 encerrou em 16,11%, de 16,25%.
(Agência Estado)





