MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O ambiente internacional menos tenso favoreceu a queda de 1,03% do dólar à vista, que fechou ontem cotado a R$ 3,9929. Na véspera, o estresse com números negativos na China havia levado a moeda norte-americana a uma alta de 1,88%, com a cotação de volta ao patamar dos R$ 4. A queda foi atribuída principalmente à redução dos exageros da segunda-feira.
Sem fôlego
A divisa norte-americana chegou a esboçar uma alta nos minutos iniciais de negociação, quando atingiu a máxima de R$ 4,0564 (+0,55%), mas perdeu fôlego com o ingresso de exportadores no mercado e se manteve em baixa até o fechamento. Na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 3,9906 (-1,09%).
Contramão
A desvalorização do dólar frente ao real aconteceu na contramão da tendência internacional, uma vez que a moeda americana subiu frente à maioria das moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Esse comportamento é explicado, pelo menos em parte, pelo fato de o real ter tido uma das maiores perdas anteontem, quando os mercados reagiram aos dados negativos da economia da China. A notícia da intervenção governamental na economia chinesa, por meio da injeção de aproximadamente US$ 20 bilhões na economia, melhorou os ânimos nos mercados e favoreceu uma recuperação do real ante o dólar no Brasil.
Juros
Ontem ocorreu a queda generalizada no mercado futuro de juros, num comportamento atribuído principalmente a um movimento técnico de ajustes de posições. Com noticiário político bastante esvaziado e a 15 dias da definição dos juros básicos da economia, os investidores reduziram os prêmios em toda a curva de juros, mas principalmente nos vencimentos mais longos.
Bovespa
A Bovespa recompôs ontem um pouco das perdas da véspera, a despeito do recuo das bolsas chinesas e das norte-americanas na maior parte do dia. No começo da tarde, uma pressão vendedora em Nova York acabou influenciando a piora do Ibovespa, que foi para o vermelho, mas o movimento foi pontual e, embora tenha perdido fôlego à tarde, o principal índice doméstico fechou em alta.
Índice
O Ibovespa subiu 0,66%, aos 42.419,32 pontos. Na mínima da sessão, marcou 42.137 pontos (-0,01%) e, na máxima, 42.534 pontos (+0,93%). No mês e no ano, acumula perda de 2,14%. O giro financeiro foi fraco e totalizou R$ 4,280 bilhões.
Futuro
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2016 fechou com taxa de 14,650%, ante 14,740% do ajuste de segunda-feira. O DI para liquidação em janeiro de 2017 terminou o dia em 15,60%, de 15,76% do ajuste de ontem. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 projetava ao final da etapa regular taxa de 16,25%, contra 16,58%.





