MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Agência Estado 
Dólar
Depois de ultrapassar os R$ 4,00 na última segunda-feira como reação à nomeação de Nelson Barbosa para o comando do Ministério da Fazenda, o dólar passou ontem por uma acomodação. O dólar à vista no balcão terminou o dia negociado a R$ 3,9914, em baixa de 0,62%, corrigindo parte da valorização de 1,39% de anteontem, quando foi aos R$ 4,0163. Na máxima, alcançou R$ 4,0161 (estável) e, na mínima, R$ 3,9725 (-1,09%). No mercado futuro, o dólar para janeiro estava cotado a R$ 4,0085 (-0,40%) perto das 17h30.
Juros
Em sessão marcada por ajustes técnicos ante os exageros dos últimos dias, as taxas dos contratos futuros de juros cederam ontem na maior parte da curva a termo, embora o mercado ainda demonstre desconfiança em relação à chegada de Barbosa à Fazenda. A taxa do DI para abril de 2016 estava em 14,705%, ante 14,720% do ajuste de anteontem. O vencimento para janeiro de 2017 marcava 15,89%, ante 16,00%, e para janeiro de 2018 indicava 16,65%, ante 16,72%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2021 marcava 16,57%, igual ao ajuste.
Bovespa
Em um dia de baixo giro financeiro, a Bovespa fechou no positivo em 0,62%, aos 43.469,51 pontos.
Na mínima, registrou queda de 0,15%. Na máxima, teve alta de 1,00%. O volume financeiro realizado ficou em R$ 5,05 bilhões.

Ajuste
Segundo analistas e operadores, o ganho não significa uma tendência a altas para a bolsa.
É basicamente um ajuste nos preços. Somente na sexta-feira passada e anteontem, o Ibovespa perdeu 4,55% de valor. Em dólares, a Bovespa perde mais de 40% no ano.
Petrobras
Em teleconferência com correspondentes internacionais, Barbosa rejeitou a ideia de que o governo dará incentivos para setores específicos da economia. Ele também falou a respeito da Petrobras, que não será necessário injetar capital na estatal.
As ações da Petrobras oscilaram diante do comportamento errático do preço do petróleo.
A ON da petroleira fechou em alta de 2,77%, a R$ 8,54. A PN encerrou cotada a R$ 6,79 (+2,26%).
Vale
A Vale, assim como as pares internacionais, reagiu positivamente à alta de 2% no preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, voltando a superar o patamar de US$ 40,2 a tonelada seca, conforme o The Steel Index. A PNA da Vale encerrou em alta de 3,18%. As ações de grandes bancos também ajudaram, inclusive o estatal Banco do Brasil. A ON do BB, que havia caído 6,52% ontem, fechou em alta de 0,60%.


