Barbosa
A nomeação de Nelson Barbosa para comandar o Ministério da Fazenda no lugar de Joaquim Levy não foi bem recebida pelo mercado, o que refletiu na forte alta do dólar na sessão de ontem, dia em que a moeda ultrapassou os R$ 4,00, na maior cotação de fechamento desde setembro.

Expansionista
Prevaleceu a percepção de que, sem Levy, o governo pode deixar de lado a austeridade fiscal e, com o objetivo de reaquecer a economia, pode enveredar para os moldes da "nova matriz macroeconômica" implementada por Guido Mantega no primeiro mandato de Dilma Rousseff. Na visão do mercado, por ser mais alinhado à presidente, Barbosa pode adotar uma estratégia mais expansionista.

Dólar
O dólar à vista no balcão terminou o dia negociado a R$ 4,0163, em alta de 1,39% - maior valor de fechamento desde 29 de setembro deste ano (R$ 4,0630). Na cotação máxima do dia, a moeda alcançou R$ 4,0408, em alta de 2,00%. Na mínima, a divisa marcou R$ 3,9644 (+0,08%), logo após a abertura. Na BM&FBovespa, o dólar para janeiro era negociado a R$ 4,0330 (+0,89%) às 17h36.

Juros
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros para abril de 2016 marcou 14,72%, ante 14,67% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 indicou 16,00%, ante 15,83%, e o vencimento para janeiro de 2018 apontou 16,72%, ante 16,46%. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2021 marcou 16,57%, ante 16,33%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Bovespa
O Ibovespa encerrou o pregão no menor nível desde 1º de abril de 2009. O principal indicador da bolsa brasileira fechou em queda de 1,62% aos 43.199,95 pontos. Em 1º de abril de 2009, o Ibovespa havia fechado aos 41.976 pontos. Contribuiu fortemente para esse resultado negativo a desvalorização de ações estatais. Os papéis PN e ON da Petrobras chegaram a cair mais de 5%, assim como as ações do Banco do Brasil.

Em queda
O destaque negativo na bolsa ficou para as ações da Petrobras. A ON fechou em queda de 4,04%. E a PN da petroleira encerrou a sessão com uma perda de 5,41%. Além do efeito Barbosa, também pressionaram negativamente as ações da estatal o fato de os preços do petróleo perderem valor nos mercados futuros em Londres e em Nova York.

Samarco
A Vale também exerceu uma pressão de baixa forte no Ibovespa na segunda metade do pregão. A ação ordinária fechou em queda de 4,65%. A preferencial, em -6,53%. A companhia sofreu um revés importante no caso Samarco. Teve o bloqueio de seus bens determinado por uma decisão liminar judicial. O motivo é o fato de os danos socioambientais superarem o patrimônio da Samarco.

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