Surpresa
Passado o primeiro impacto do novo rebaixamento do Brasil e do histórico aumento de juros nos Estados Unidos, as ações negociadas no Brasil encontraram espaço ontem para mais um dia de alta. A Bovespa terminou com ganho de 0,55% (45.261,47 pontos), com R$ 5,8 bilhões em negócios. Na véspera, mesmo com o downgrade do País, houve ganho de 0,28%. O mercado iniciou o dia repercutindo positivamente a expectativa de avanço no processo de impeachment e a Bovespa chegou a subir 2,74%. À tarde, o mercado mostrou apreensão diante da votação disputada no plenário do Supremo Tribunal Federal, com vantagem para o governo.

Influência
Outro destaque positivo foi a aprovação no Congresso do projeto de Orçamento de 2016. Na votação dos destaques, os parlamentares mantiveram a CPMF como previsão de receita, vitória ao governo na questão. A redução do ritmo, porém, teve como influência o desempenho negativo das bolsas americanas, que operaram em queda durante todo o dia.

Petróleo
A queda do petróleo foi outro fator que limitou a alta na bolsa brasileira, com as ações da Petrobras sucumbindo à queda da commodity e fechando em baixa de 1,45% (ON) e 1,23% (PN).

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar à vista fechou em queda de 0,82% frente ao real, cotado a R$ 3,8934, mas a divisa para janeiro - principal referência do mercado - passou a maior parte do dia em alta, em sintonia com o exterior.

Taxas de juros
O mercado futuro de juros dedicou o dia de ontem a um movimento de correção dos excessos da véspera. Houve significativa redução de prêmios em toda a curva. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para liquidação em abril de 2016 tinha taxa de 14,670%, ante 14,724% do ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,85%, de 16,04% do ajuste anterior. Outro fator importante para determinar a tendência de queda foi o discurso "dovish" do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele disse que em 2016 a instituição continuará atuando de forma autônoma para garantir a convergência da inflação para o centro da meta em 2017.

Inflação

Em 2016, Tombini repetiu que o objetivo é que a inflação fique dentro da margem de tolerância permitida pelo regime de metas de inflação. Ele também voltou a insistir na tese de que haverá uma desinflação importante no ano que vem, que ajudará o trabalho da autoridade monetária. "A desinflação em 2016 será necessária para o cumprimento do regime", afirmou, na sede do BC.

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