MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Agência Estado 
Em alta
Uma bateria de notícias ruins fez o dólar ter fortes ganhos ante o real. Após a Fitch cortar a nota de crédito e, com isso, retirar o grau de investimento do Brasil, a moeda americana teve forte impulso. Isso em um ambiente já cauteloso, em meio aos receios de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, possa deixar o cargo e com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) dando início à elevação dos juros nos EUA.
Dólar
O dólar à vista fechou em alta de 1,22%, aos R$ 3,9257, após ter chegado a marcar a máxima de R$ 3,9653 (+2,24%) no início da tarde, logo após o anúncio da Fitch. Na cotação mínima da jornada, vista à tarde, a moeda marcou R$ 3,9156 (+0,96%).
Meta
Pela manhã, pesava nos negócios a notícia de que o governo defenderia no Congresso uma meta fiscal de 0,5% do PIB em 2016 - abaixo do 0,7% pretendido por Levy. Os receios de que o ministro, ao ser derrotado nesta questão, possa deixar a Fazenda davam fôlego ao dólar.
Fitch
O cenário pirou quando a Fitch, no início da tarde, cortou o rating do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, sacramentando a perda do grau de investimento. Foi a segunda agência internacional de risco, entre as três principais, a tirar o selo de bom pagador do País. Com isso, muitos fundos internacionais ficam impedidos, tecnicamente, de manter investimentos em ativos brasileiros.
Fed
No fim da tarde, foi a vez de o Fed anunciar a aguardada alta de juros nos EUA, para a faixa entre 0,25% e 0,50%. A medida fez, em um primeiro momento, o dólar acelerar um pouco os ganhos ante o real. Mas como a decisão já era largamente aguardada, logo depois as cotações desaceleraram. O dólar futuro, aliás, que fecha apenas às 18 horas, subia no fim da tarde 0,60%, aos R$ 3,9130, bem menos que o visto mais cedo.
Juros
Ao encerramento da sessão regular, o DI abril de 2016 estava em 14,725%, de 14,690% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 fechou em 16,04% (mínima), de 15,98%. O DI janeiro de 2019 subiu de 16,42% para 16,60% e o DI janeiro de 2021, de 16,10% para 16,29%.
Bovespa
A Bovespa conseguiu se salvar da tempestade no fim do dia. Mesmo com os receios de saída de Joaquim Levy do Ministério da Fazenda e após a Fitch cortar a nota de crédito e, com isso, retirar o grau de investimento do Brasil, a bolsa brasileira conseguiu encerrar a jornada de ontem em alta. Após marcar mínimas com a Fitch, a Bovespa começou a devolver a queda até virar para o positivo, batendo máximas durante a tarde.
Em alta
A bolsa brasileira terminou em alta de 0,32%, aos 45.015,84 pontos. Na mínima, marcou 44.095 pontos (-1,73%) e, na máxima, 45.099 pontos (+0,50%). No mês, cai 0,23% e, no ano, 9,98%. O giro financeiro totalizou R$ 22,412 bilhões, engordado pelo vencimento de Ibovespa futuro e opções de Ibovespa.


