Valorização
O cenário internacional mais favorável acabou por se sobressair às incertezas do plano doméstico e a Bovespa fechou ontem em alta de 0,28%, aos 44.872,46 pontos, com R$ 4,743 bilhões em negócios. A valorização foi sustentada principalmente pelas ações da Vale e da Petrobras, que por sua vez refletiram a melhora dos preços das commodities.
O preço do minério de ferro interrompeu as quedas e fechou estável, a US$ 37,50 no mercado à vista chinês. Já o petróleo sustentou altas significativas durante todo o dia. No final da sessão, Vale ON e PNA tiveram alta de 3,37% e 4,15%, respectivamente. Os papéis da Petrobras avançaram 3,76% (ON) e 2,91% (PN).

Nos EUA
A alta do petróleo também impulsionou as bolsas europeias e americanas, que operaram à espera da decisão de hoje sobre política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Parte das altas também foi explicada como uma recuperação técnica, depois de diversas quedas em repercussão antecipada ao aumento das chances de alta de juros nos EUA. Para isso, contribuiu a expectativa de que o Fed será cuidadoso e gradual no início da chamada normalização da política monetária.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar alternou sinais algumas vezes e fechou em baixa de 0,14%, cotado a R$ 3,8783 no mercado à vista. A moeda americana foi bastante influenciada pelo cenário internacional, onde operou principalmente em alta, mas com alguma volatilidade.

Causa interna
As taxas de juros negociadas no mercado futuro orbitaram em torno de notícias relacionadas ao setor fiscal, precificando um cenário de incertezas. Pela manhã, a declaração de Levy de que redução da meta de superávit primário de 2016 seria "inconveniente e um equívoco" ajudou a sustentar os prêmios de risco. A frase remeteu os investidores ao "estou fora" que Levy disse na semana passada a parlamentares da Comissão Mista de Orçamento (CMO), quando se falava que parte do governo defendia zerar a meta.

Juros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2016 fechou com taxa de 14,690%, ante 14,700% do ajuste de anteontem. O vencimento de julho de 2016 projetou taxa de 15,215%, de 15,245% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2017 terminou em 15,98%, ante 16,05%. O DI de janeiro de 2018 teve taxa de 16,43%, de 16,44%. Na ponta mais longa da curva, o DI para liquidação em janeiro de 2021 ficou com taxa de 16,10%, ante 16,09%.

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