Queda acentuada
A Bovespa caiu pelo terceiro pregão seguido ontem, retornando ao patamar de 44 mil pontos. A agenda carregada na semana e a decepção com as manifestações pró-impeachment conduziram os negócios. O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,14%, aos 44.747,31 pontos. Na mínima, marcou 44.531 pontos (-1,62%) e, na máxima, 45.258 pontos (-0,01%). Em três pregões, recuou 2,95%. No mês, acumula perda de 0,83% e, no ano, recuo de 10,52%. O giro financeiro totalizou apenas R$ 4,354 bilhões, o menor desempenho do mês.

No aguardo
A ação do estrangeiro foi fundamental para a queda, estimulada ainda pela decepção dos agentes com as manifestações de domingo. Para os próximos dias, o mercado aguarda, entre outras coisas, a decisão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, além do resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve, ambos amanhã.

Dólar
O dólar somou a terceira sessão consecutiva em alta em relação ao real, sendo que durante a sessão chegou a ultrapassar os R$ 3,92. O cenário externo e a cautela em torno da política no Brasil conduziram os negócios, embora, à tarde, o avanço tenha perdido força em sintonia com o exterior. O dólar à vista terminou em alta de 0,28%, aos R$ 3,8839, e acumulou 3,52% em três dias. Na mínima, marcou R$ 3,8618 e, na máxima, R$ 3,9235.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Juros
Os juros futuros terminaram a sessão de ontem com leve alta, em linha com o avanço do dólar e da cautela com a agenda política local da semana. A liquidez confirmou a tendência normalmente mais fraca às segundas-feiras, afetada ainda pela falta de novidades no noticiário e de indicadores relevantes.

DI
Ao término da negociação regular o DI julho de 2016 projetava 15,245%, de 15,220% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2017 fechou em 16,05%, de 15,99% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2021 tinha taxa de 16,09%, de 16,00% no ajuste da sessão anterior.

Política monetária
Segundo operadores, os contratos mais curtos oscilaram de forma restrita ao já embutir uma precificação considerada justa para o cenário de indicadores e para a sinalização do Banco Central sobre a política monetária até o momento. Nos contratos mais longos, prevalece a cautela principalmente com o cenário político, mas ainda assim o avanço foi comedido, uma vez que, de acordo com as fontes nas mesas de renda fixa, há muita "gordura" de prêmios na curva. Em Wall Street, contudo, o rendimento dos Treasuries disparou às vésperas da decisão de política monetária do Fed. Às 16h19 de ontem, o yield da T-Note de dez anos estava em 2,224%, de 2,176% no final da tarde de sexta-feira.

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