MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de dezembro de 2015
Agência Estado 
Pressão
Os receios de que Joaquim Levy possa deixar o Ministério da Fazenda, caso a meta fiscal para 2016 seja inferior a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB,) pressionaram os mercados ontem. O dólar teve fortes ganhos ante o real, também influenciado pelo fato de a Moodys, na quarta-feira, ter colocado o rating do País em revisão.
Em alta
O dólar à vista fechou em alta de 1,95%, aos R$ 3,8770, na maior cotação desde 30 de novembro. Desde o início dos negócios, o dólar registrava ganhos firmes ante o real, de olho em Brasília. O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, havia informado na noite de ontem que, numa conversa com representantes da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Levy ameaçou deixar o governo se a meta fiscal de 0,7% do PIB para 2016, defendida por ele, for reduzida para zero. Hoje, durante entrevista em Maceió, Levy afirmou que a discussão sobre sua saída é "um pouquinho irrelevante".
Juros
Os juros futuros tiveram mais um dia de alta ontem. Ao término da sessão regular, o DI abril de 2016 encerrou em 14,680%, de 14,620% no ajuste de ontem, e o DI julho subiu de 15,19% para 15,22%. O DI janeiro de 2017 fechou em 15,99% (15,98% no ajuste) e o DI janeiro de 2018, em 16,33%, estável. O DI janeiro de 2018 terminou em 16,00%, de 15,88%.

Bovespa
As preocupações em torno de possível saída de Levy do Ministério da Fazenda pressionaram a Bovespa ontem, embora o recuo da bolsa brasileira tenha sido puxado mais diretamente por Nova York e pelas perdas das commodities ao redor do mundo.
Baixa
O Ibovespa - índice de referência da bolsa brasileira - cedeu 0,81%, aos 45.262,72 pontos, prejudicado pelo forte recuo das ações em Nova York. Os índices americanos, que encerram apenas às 19 horas (de Brasília), caíam mais de 1% nesta tarde: -1,34% o Dow Jones, -1,40% o S&P 500 e -1,55% o Nasdaq.
Reflexo
Profissionais do mercado citaram um movimento global de busca por segurança, que penalizou as commodities, os ativos de países emergentes, as bolsas europeias e americanas, para justificar o desempenho da Bovespa. A questão envolvendo Levy também foi monitorada e a cautela em torno da política permeava as mesas no Brasil, ainda mais com manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff programadas para o fim de semana.


