MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de dezembro de 2015
Agência Estado 
Dólar
O cenário internacional desfavorável e as incertezas no campo político brasileiro deram o tom dos negócios no mercados de câmbio ontem. Com dados negativos da economia da China e queda dos preços das commodities, o dólar avançou diante de diversas moedas, influenciando também o desempenho frente ao real. No mercado à vista, a moeda fechou em alta de 1,08%, cotada a R$ 3,8046. Dados negativos da China indicaram desaceleração da economia local, o que espalhou pessimismo pelos mercados. As exportações chinesas tiveram queda anual de 6,8% em novembro ante outubro, enquanto a previsão era de recuo de 5,3%. Já as importações recuaram 8,7% na mesma base de comparação, abaixo da previsão (-11,8%), mas ainda uma queda expressiva.
Minério
Após o minério de ferro cair abaixo de US$ 40 na sexta-feira, diversas mineradoras anunciaram ontem planos de reestruturação. A Anglo American anunciou corte de 85 mil empregos, venda de ativos, grandes reduções de custos e a suspensão no pagamento de dividendos, em uma tentativa para enfrentar a forte queda nos preços das commodities.

Bovespa
Com dados negativos da economia da China e queda dos preços das commodities, as bolsas europeias e americanas recuaram, arrastando também a Bovespa, que terminou o dia com perda de 1,72%, aos 44.443,25 pontos. Após o minério de ferro cair abaixo de US$ 40 na sexta-feira, diversas mineradoras no exterior anunciaram planos de reestruturação. Por aqui, Vale PNA caiu 5,28% e Usiminas PNA, 5,26%.
Juros
O mercado internacional adverso e as incertezas no cenário político complexo voltaram a retrair os negócios na renda fixa. Sem saber quais os rumos que o País irá tomar, os investidores têm evitado assumir posições, o que os leva a se concentrarem em operações de curtíssimo prazo. As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) abriram em baixa com uma primeira leitura positiva da carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff, mas passaram a subir acompanhando o dólar, que refletia o mau humor no cenário internacional. A pressão foi reduzida à tarde e as taxas acabaram por fechar perto dos ajustes da véspera, com leve alta nos vencimentos mais curtos, até 2017. Nos negócios na BM&F, o contrato de DI com vencimento em abril de 2016 fechou com taxa de 14,595%, ante 14,584% do ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, terminou a sessão regular com taxa de 15,78%, contra 15,74% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2019 ficou com taxa de 16,06%, de 16,07%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 15,77%, a mesma do ajuste anterior.


