Impeachment
A Bovespa reagiu positivamente à aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, com os investidores apostando em uma melhora no quadro político e econômico do País. O otimismo se manteve mesmo diante da perspectiva de um processo longo e de resultado imprevisível. Com isso, a bolsa brasileira, que chegou a subir até 4,96% ao longo do dia, fechou com ganhos de 3,29%, aos 46.393,26 pontos e R$ 7,8 bilhões em negócios.

Otimismo
As ações que melhor simbolizaram o otimismo com o noticiário político foram as da Petrobras e as do setor bancário. As ações da estatal petrolífera subiram 3,48% (ON) e 6,12% (PN), enquanto Banco do Brasil ON avançou 8,40% e Itaú Unibanco PN, 6,35%. Segundo profissionais do mercado de renda variável, o anúncio de Cunha, feito antes mesmo da votação da Comissão de Ética (marcada para dia 8), acabou pegando alguns investidores de surpresa, o que levou a um movimento de zeragem de posições vendidas (apostas na queda das ações). Com isso, a alta dos papéis ganhou ainda mais força.

Rating
Ainda no que diz respeito a um possível impedimento presidencial, os profissionais ponderaram que, apesar desta primeira reação positiva do mercado, a dinâmica do processo pode estressar os negócios em outras sessões. Isso porque há várias pedras no caminho até o desfecho. O temor é de que, em meio a indefinições, o País tenha seu rating novamente rebaixado por alguma das principais agências.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O mercado de câmbio respondeu com euforia à aceitação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O dólar fechou em queda de 2,13%, cotado a R$ 3,7459. Também pesou positivamente o fato de o Congresso ter aprovado na quarta-feira a mudança da meta fiscal para 2015, cuja indefinição vinha trazendo instabilidade ao mercado.

Juros
Nos negócios na BM&F, o Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2016 fechou com taxa de 15,13%, contra 15,10%. O DI de janeiro de 2017 ficou em 15,76%, ante 15,66% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2018 terminou com taxa de 16,03%, de 15,92%. Na ponta mais longa da curva, o DI de janeiro de 2021 indicou taxa de 15,72%, ante 15,68%.

Selic
Apesar da forte correlação entre dólar e juros, as taxas resistiram à forte queda da moeda americana ante o real e registraram alta durante a maior parte do dia. O tom mais "hawkish" da ata da última reunião do Copom dividiu as atenções dos investidores com a aceitação do pedido de processo de impeachment contra a presidente Dilma Roussef. Por outro lado, o mercado viu chances concretas de novas elevações da taxa Selic nos próximos meses, diante do risco inflacionário.

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