Nervosismo
O mercado teve um dia nervoso ontem, em que a aversão ao risco jogou o dólar para cima. O noticiário político/policial foi intenso e não deixou espaço para os investidores respirarem. Com isso, o dólar voltou a fechar na casa de R$ 3,80, depois de sete pregões oscilando nos R$ 3,70.

Dólar
O dólar terminou na máxima, em alta de 2,28%, a R$ 3,8289, depois de marcar, na mínima do dia, R$ 3,7194. Na semana, subiu 3,33%. No mês, no entanto, cede 0,80%. Em 2015 até agora, acumula elevação de 44%. O dólar para dezembro fechou também na máxima, 2,71%, a R$ 3,850.

Presos
Em um cenário político já deteriorado, com um senador e um banqueiro na cadeia, os investidores reagiram à possibilidade de novos parlamentares serem incriminados, de um pedido de impeachment contra Dilma Rousseff prosperar na Câmara e até de Delcídio Amaral se tornar delator. Para piorar, representantes da agência Standard & Poor’s chegarão ao Brasil na próxima terça-feira para avaliar a economia.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Taxa de juros
As taxas de juros futuros dispararam ontem, refletindo o aumento da aversão ao risco com o quadro político doméstico. Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o DI julho de 2016 projetava 15,110%, de 15,035% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2017 subia de 15,54% no ajuste para 15,66% (máxima); e o DI janeiro de 2021 também encerrou na máxima, a 15,91%, bem acima do ajuste de 15,62%. As taxas já começaram o dia sob estresse, em meio ao risco de paralisação das contas públicas na próxima semana, após o adiamento da votação da mudança da meta fiscal de 2015, que teria de ser aprovada até o dia 30. O Congresso só deve votar a matéria no dia 1º.

Bovespa
O noticiário negativo intenso fez a Bovespa ter uma sessão de forte queda e perder o nível de 46 mil pontos, com apenas quatro ações fechando no azul. Registrou ainda sua pior semana desde a encerrada em 25 de setembro, com queda acumulada de 4,71%.

Índice
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 2,70%, aos 45.872,91 pontos, menor nível desde o dia 30 de outubro (45.868,82 pontos). Na mínima, marcou 45.812 pontos (-2,83%) e, na máxima, ficou estável em 47.144 pontos. No mês, praticamente apagou a alta exibida até ontem, ao registrar variação de apenas +0,01%. No ano, recua 8,27%. O giro financeiro totalizou R$ 5,496 bilhões. Assim, no final das contas, apenas quatro ações terminaram em alta: Braskem PNA (+1,14%), Cesp PNB (+1,07%), Suzano PNA (+0,63%) e Fibria ON (+0,62%). Vale ON, -6,27%, Vale PNA, -5,78%, Petrobras ON, -3,81%, Petrobras PN, -4,04%. No setor financeiro, Bradesco PN recuou 3,67%, Itaú Unibanco PN, 2,65%, BB ON, 3,14%, Santander unit, 5,67%. BTG unit caiu 3,59%.

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