MERCADO FINANCEIRO
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Agência Estado 
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Passado o primeiro impacto das prisões do senador Delcídio Amaral (PT-MS) e do presidente do banco BTG Pactual, André Esteves, o mercado de ações encontrou espaço ontem para recuperar parte das perdas da véspera. A Bovespa fechou em alta de 0,60%, aos 47.145,63 pontos. Com o feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, que manteve fechadas as bolsas de Nova York, o volume de negócios com ações no Brasil foi reduzido e somou R$ 3,993 bilhões.
Recuperação
As ações do setor bancário, que sofreram uma onda de vendas após a prisão de André Esteves, recuperaram parte do valor. Itaú Unibanco PN, ação com mais peso no Ibovespa, teve alta de 1,47%. Bradesco PN avançou 2,19% e Banco do Brasil ON, 2,59%. Vale e Petrobras também fecharam em alta e influenciaram na alta do índice. Petrobras ON e PN subiram 0,41% e 0,25%, respectivamente. Vale ON e PNA subiram 0,92% e 0,51%. Poucos indicadores foram divulgados no Brasil, mas tiveram pouca ou nenhuma influência sobre os negócios.
No Japão
A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de ontem com alta de 0,49%. O índice Nikkei ganhou 96,83 pontos, a 19.944,41 unidades, o maior nível dos últimos três meses.
Estresse
No "day after" das prisões bombásticas da Operação Lava Jato e da reunião do Copom, os juros futuros deram continuidade ao movimento de alta, mais concentrado nos vencimentos curtos e intermediários. A falta de consenso na reunião do Copom, que manteve inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano, aumentou o estresse no mercado. A notícia de que dois diretores votaram por uma elevação de 0,50 ponto porcentual e a retirada do trecho do comunicado que fala sobre manutenção dos juros "por tempo suficientemente prolongado" foram o motivo do aumento das taxas.
Juros
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2016 fechou com taxa de 15,035%, ante ajuste de 14,930% do ajuste de quarta-feira. O vencimento de janeiro de 2017 teve a taxa elevada de 15,27% no ajuste para 15,54%. O vencimento de janeiro de 2018 encerrou o dia com taxa de 15,81%, contra 15,60% do ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva, o DI com vencimento em janeiro de 2021 fechou com taxa de 15,62%, de 15,51% do ajuste da quarta-feira.
Dólar
Da mesma forma que o mercado acionário, o mercado de câmbio teve um dia mais tranquilo, embora ainda cauteloso. O feriado nos EUA diminuiu a liquidez nos negócios, o que levou a moeda americana a oscilar em pequenos intervalos durante todo o dia, para acabar fechando praticamente estável (+0,03%), cotada a R$ 3,7435.


