MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Agência Estado 
Em alta
A Bovespa teve ontem sua sexta alta consecutiva, definida apenas na última hora de negociação. Depois de ter operado em terreno negativo desde a abertura dos negócios, com queda de até 1,47%, o Índice Bovespa inverteu o sinal e fechou em elevação de 0,28%, aos 48.284,18 pontos, maior patamar desde 9 de outubro.
Petróleo
A valorização dos preços do petróleo teve influência expressiva nos mercados de ações. A commodity chegou a subir mais de 3% e fechou com alta de 2,56% na Nymex (US$ 42,82 o barril) e de 2,70% na ICE (US$ 46,05), nos contratos para janeiro. As ações da Petrobras dispararam 6,09% (ON) e 5,20% (PN). O avanço do petróleo também impulsionou as bolsas americanas, que passaram a operar em alta à tarde, após uma abertura negativa. Às 17h46, o índice Dow Jones subia 0,17% e o Standard & Poors, 0,16%.
Sobe e desce
Entre as ações que fazem parte do Índice Bovespa, também foram destaque os papéis de Gerdau PN (+6,61%), CSN ON (+5,24%) e EcoRodovias ON (+4,04%). Já Oi Brasil ON (-4,02%), Rumo ON (-3,99%) e Pão de Açúcar PN (-3,21%) foram destaques de baixa no dia. No total, R$ 5,299 bilhões foram movimentados na Bovespa.

Dólar
O dólar à vista fechou em baixa de 0,86%, cotado a R$ 3,7019. Uma série de fatores contribuiu para esse comportamento, como a desvalorização da moeda americana ante outras divisas no exterior, os leilões de linha do Banco Central e uma percepção mais positiva sobre o cenário político no Brasil. O dólar marcou a máxima de R$ 3,7434 no início dos negócios (+0,25%). Na mínima do dia, alcançada no período da tarde, o dólar chegou a R$ 3,6943 (-1,07%).
Selic
A véspera da decisão do Banco Central sobre a política monetária foi de certa volatilidade no mercado futuro de juros, onde as taxas acabaram por fechar em alta, descoladas da queda do dólar. A aposta na manutenção da taxa Selic nos atuais 14,25% permaneceu firme, mas ganharam alguma atenção as especulações em torno de um tom mais "hawkish" no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) com o mercado. O motivo para isso seria a aceleração das projeções de inflação para 2016.
Juros
Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,166%, contra 14,70% do ajuste de segunda-feira. O vencimento de janeiro de 2017, o mais negociado, ficou com taxa de 15,19%, de 15,07% do ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva, o DI de janeiro de 2021 teve a taxa elevada de 15,21% para 15,24%.


