MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Agência Esatado 
Salto
A Bovespa terminou ontem em alta pela quarta sessão consecutiva, período no qual acumulou elevação de 3,49%. O índice foi influenciado pela manutenção no Congresso dos vetos da presidente Dilma Rousseff e pela leitura da ata do Fed, divulgada anteontem, de que os juros podem subir nos Estados Unidos somente em dezembro. O Ibovespa terminou o dia com valorização de 1,48%, aos 48.138,88 pontos, maior patamar desde 9 de outubro (49.338,41 pontos). No mês, a bolsa sobe 4,95% e, no ano, cede 3,74%. O giro financeiro totalizou R$ 6,259 bilhões.
Alívio
O humor do mercado melhorou depois que o governo conseguiu manter vetos importantes, como os que impediam o reajuste elevado do Poder Judiciário e o reajuste de aposentadorias pelo salário mínimo. Ainda, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cuja permanência no cargo foi confirmada no início da semana pela presidente Dilma Rousseff. Em Nova York, Levy disse ontem estar "confortável" no governo.
Nos EUA
As bolsas norte-americanas deram pouca contribuição para a Bovespa, ao operarem ao redor da estabilidade. Às 17h26, o Dow Jones cedia 0,02%, o S&P tinha baixa de 0,08% e o Nasdaq subia 0,08%.

Recuperação
No Brasil, Vale subiu depois de dias ruins e terminou com ganho de 0,34% na ON e de 1,51% na PNA. O setor financeiro, o que detém a maior fatia na composição do Ibovespa, teve ganhos firmes. BB ON avançou 5,58%, a terceira maior alta do índice, Bradesco PN, 3,17%, Itaú Unibanco PN, 2,73% e Santader unit, 4,88%. Petrobras oscilou ao sabor do petróleo, mas deu uma melhorada na reta final da sessão. A ON caiu 0,11% e a PN subiu 0,26%.
Dólar
Pelo quarto pregão seguido, o dólar terminou em baixa, influenciado pela manutenção dos vetos pelo Congresso. A moeda recuou 1,28%, a R$ 3,7291, menor nível desde 1º de setembro (R$ 3,6910). Na mínima, marcou R$ 3,7192 e, na máxima, R$ 3,7599. Em quatro dias, cedeu 2,88%. No mês, acumula recuo de 3,38% e, no ano, alta de 40,24%.
Juros
O mercado futuro de juros promoveu cortes expressivos nas taxas pelos mesmos motivos do dólar. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2016 teve taxa de 14,167%, frente a 14,186% do ajuste da véspera. O DI de janeiro de 2017, o mais negociado, fechou a 15,21%, de 15,45% do anterior. O vencimento de janeiro de 2019 ficou com taxa de 15,44%, contra 15,69% de anteontem. Na ponta mais longa, o DI com vencimento em janeiro de 2021 fechou em 15,27%, de 15,51%.


