MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Agência Estado 
Ibovespa
A participação ativa dos investidores estrangeiros na compra de ações garantiu à Bovespa um pregão inteiro de ganhos ontem. Também sob a influência positiva vinda da Europa, o Índice Bovespa fechou em alta de 0,86%, aos 47.247,80 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,563 bilhões. Na máxima do dia, a Bovespa chegou a subir 1,82% (47.698 pontos), embalada pelas compras de investidores estrangeiros. Ações dos setores bancário e de varejo estiveram entre os destaques do dia. Bradesco PN terminou o dia em alta de 3,73% e Banco do Brasil ON avançou 1,79%. Entre as ações ligadas ao setor de varejo, destaque para Smiles ON (+4,67%), BR Malls ON (+3,75%) e Natura ON (+2,92%).
Vale
As ações da Petrobras também exerceram influência positiva no Ibovespa, com alta de 0,43% (ON) e 0,78% (PN). Segundo os profissionais do mercado, contribuiu para a alta das ações a notícia de que a Petrobras está perto de conseguir financiamentos de US$ 1,84 bilhão no exterior. Já as ações da Vale operaram em queda durante todo o dia e fecharam com perdas significativas (de 3,52% na ON e de 3,44% na PNA), repercutindo o recuo de 3,2% do minério de ferro e ainda o acidente envolvendo a Samarco. A Samarco é controlada igualmente por Vale e BHP.

Dólar
Em um dia de liquidez bastante reduzida, o dólar oscilou em intervalos muito pequenos ontem. A moeda americana fechou em baixa de 0,10% no mercado à vista, cotada a R$ 3,8121. Entre a máxima e a mínima, a cotação foi de R$ 3,8245 (+0,23%) a
R$ 3,7883 (-0,72%). Profissionais ouvidos pela Agência Estado disseram que, além do cenário externo mais tranquilo, o dólar no Brasil foi influenciado pelos leilões de linha do Banco Central, no qual a instituição vendeu dólares com compromisso de recompra no futuro. A oferta, de até US$ 500 milhões, ajudou a segurar as cotações, principalmente pela manhã. À tarde, o dólar desacelerou suas perdas e se reaproximou da estabilidade, permanecendo assim até o fim.
Juros
As taxas de juros negociadas no mercado futuro oscilaram em pequenos intervalos durante toda a terça-feira, em meio a um ambiente de liquidez expressivamente reduzida. Nos negócios da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,19%, ante 14,21% do ajuste da segunda-feira. O DI de janeiro de 2017, o mais negociado, terminou o dia apontando taxa de 15,52%, a mesma do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2019 fechou em 15,76%, de 15,77%. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI com vencimento em janeiro de 2021 teve taxa de 15,59%, ante 15,57%.


