MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Agência Estado 
Em alta
A Bovespa apagou a indefinição inicial e se firmou em alta à tarde, sustentada pelo fluxo comprador por parte do investidor estrangeiro e de olho na valorização das bolsas norte-americanas. Petrobras foi o principal destaque da sessão, com ganhos na casa dos 6%, ajudada pela valorização do petróleo.
Ibovespa
O Ibovespa terminou o dia de ontem em alta de 0,71%, aos 46.846,87 pontos. Na mínima, marcou 46.399 pontos (-0,25%) e, na máxima, 46.905 pontos (+0,83%). No mês, acumula ganho de 2,13% e, no ano, perda de 6,32%. O giro financeiro totalizou R$ 7,029 bilhões, sendo R$ 1,53 bilhão referente do exercício de opções sobre ações.
Sobe e desce
Petrobras ON fechou com ganho de 6,83% e a PN, de 5,91%, as duas principais altas do índice. Itaú Unibanco PN avançou 2,82%, também na lista. Às 17h27, o Dow Jones subia 0,96%, o S&P, 0,98% e o Nasdaq tinha elevação de 0,71%.
Dólar
O dólar recuou ante o real e passou por ajustes de baixa após a queda da última sexta-feira. A divisa terminou a sessão em baixa de 0,63%, aos R$ 3,8158. Na mínima, marcou R$ 3,8145 e, na máxima, R$ 3,8566. No mês, acumula perda de 1,13% e, no ano, ganho de 43,51%. No mercado futuro, o dólar para dezembro estava em baixa de 0,89%, a R$ 3,8320, às 17h30.

Levy
A moeda americana até chegou a subir acima dos R$ 3,85 no início do dia, em sintonia com o avanço visto no exterior em função dos atentados em Paris. Mas a defesa da presidente Dilma Rousseff da permanência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a percepção de que as cotações estavam exageradas tiraram força do dólar.
Juros
Os juros futuros começaram a semana devolvendo prêmios na curva a termo, em movimento de ajuste à alta da sessão anterior favorecido pela queda do dólar. Mas as taxas recuaram sem respaldo de um volume firme de negócios, com os investidores ressentidos da ausência de eventos e indicadores relevantes na agenda aqui e no exterior. Ao término da sessão regular, na BM&FBovespa, o DI janeiro de 2017 marcava 15,52%, de 15,58%; o DI janeiro de 2019 recuava de 15,79% para 15,77%; e o DI janeiro de 2021 estava em 15,57%, de 15,61%%.
Canuto
Entre os vetores para o alívio das taxas futuras estavam as afirmações de Dilma de que Joaquim Levy "fica onde está", após as especulações recentes de que este deixaria o cargo. Além disso, operadores comentaram que o mercado de juros devolveu ontem parte dos prêmios que haviam sido embutidos nos contratos na sexta-feira, após a dissipação dos rumores de que o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Otaviano Canuto, poderia assumir o lugar de Levy.


