Nova Iorque
O recuo das bolsas de Nova York e os balanços corporativos ruins penalizaram a Bovespa ontem. Por um lado, pesou a perspectiva de que o Federal Reserve pode elevar juros em dezembro e, por outro, a baixa de papéis importantes como os de Petrobras e CSN, após os números trimestrais. Já o dólar subiu durante todo o dia ante o real, em sintonia com o avanço da divisa no exterior.

Ibovespa
O Índice de referência da bolsa brasileira fechou em baixa de 0,78%, aos 46.517,03 pontos. Na pontuação máxima do dia, marcou 46.884 pontos (estável ante o fechamento de ontem) e, na mínima, 46.311 pontos (-1,22%). O giro financeiro da bolsa foi de R$ 5,954 bilhões.

Petrobras
Na noite de anteontem, a Petrobras divulgou um prejuízo de R$ 3,76 bilhões no terceiro trimestre. O balanço mostrou que o resultado foi fortemente afetado pela desvalorização do real ante o dólar, que elevou o endividamento da estatal. Instituições consultadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, projetavam um prejuízo menor, de R$ 2,3 bilhões.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


CNS
A CSN foi outra companhia que divulgou resultados. A siderúrgica informou um prejuízo líquido de R$ 533 milhões no terceiro trimestre - uma alta de 113% em relação ao prejuízo de R$ 250 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Já a dívida líquida consolidada da companhia somou R$ 23,4 bilhões em setembro, alta de 12,7% em relação a junho. O efeito foi a derrocada do papel ON da CSN, que cedeu 9,59%.

Sintonia
O dólar subiu durante todo o dia de ontem, ante o real, em sintonia com o avanço da divisa americana no exterior. No Brasil, a alta foi um pouco mais intensa, mesmo porque o giro cambial no segmento à vista foi contido, o que intensifica o efeito, nas cotações, de algumas operações.

Dólar
No fim, o dólar à vista indicou valorização de 1,85%, aos R$ 3,8398. Na mínima do dia, verificada às 9h18, a moeda americana atingiu R$ 3,7766 (+0,17%) e, na máxima, às 17h14, marcou R$ 3,8418 (+1,90%). Conforme a clearing de câmbio da BM&FBovespa, o giro à vista somava apenas US$ 675,6 milhões no fim da tarde, sendo US$ 463,8 milhões em D+2

Juros
No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 estava em 14,225%, ante 14,219% do ajuste de ontem. O vencimento para janeiro de 2017 marcava 15,58%, ante 15,54%, e o contrato para janeiro de 2019 indicava 15,79%, ante 15,73%. Na ponta mais longa, o DI para janeiro de 2021 marcou 15,61%, ante 15,53%. O giro de negócios, vale destacar, foi bastante contido, sendo que DI para janeiro de 2017, o mais líquido, movimentou 206.705 contratos.

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