MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Agência Estado 
Boatos
Os boatos de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia assumir a pasta da Fazenda, no lugar de Joaquim Levy, serviu de mote ontem, para os investidores voltarem à ponta compradora na Bovespa, sobretudo os estrangeiros. O principal índice à vista garantiu na reta final uma pequena alta em razão dos boatos envolvendo o ex-presidente do Banco Central.
Bovespa
A Bovespa terminou com elevação de 1,86%, aos 47.065,01 pontos. Na mínima, ficou estável nos 46.207 pontos e, na máxima, marcou 47.231 pontos (+2,22%). No mês, acumula ganho de 2,61% e, no ano, perda de 5,88%. O giro financeiro totalizou R$ 6,236 bilhões.
Negativa
Meirelles negou que tenha recebido convite para a vaga, mas o mercado acionário continuou sua trajetória. O bom humor com a troca decorre da percepção de que Meirelles teria mais jogo político e poderia facilitar a aprovação de medidas de ajuste fiscal. Ontem, coincidentemente, Levy e Meirelles participaram lado a lado de um evento da CNI em Brasília.

EUA
As bolsas norte-americanas não serviram de impulso ao pregão doméstico. Passaram o dia em meio à liquidez mais fraca, por causa do feriado do Dia do Veterano nos EUA. Às 17h32, o Dow Jones e o S&P operavam estáveis e o Nasdaq avançava 0,15%. No entanto, a China serviu de estímulo aos negócios locais. O governo informou em sua página na internet que o país vai incentivar ainda mais o desenvolvimento do mercado de crédito ao consumidor com a intensificação de medidas favoráveis de política fiscal.
Dólar
A moeda terminou no vermelho, em queda de 0,32%, a R$ 3,7669, num movimento de ajuste ao fechamento do dólar futuro na véspera, que terminou com perdas bem mais substanciais do que o à vista.
Taxas de juros
As taxas futuras de juros diminuíram o movimento de queda visto na primeira parte da sessão de ontem, influenciadas pela devolução das perdas do dólar ao longo do dia. Mesmo assim, terminaram em baixa em relação ao ajuste da véspera, mas praticamente estáveis em relação ao término da sessão estendida de anteontem.
BM&FBovespa
No fechamento dos negócios do horário regular na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 projetava 14,22%, ante 14,24% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 15,47%, de 15,52% no ajuste de ontem e de 15,49% no fechamento anterior. O DI para janeiro de 2019 estava em 15,78%, de 15,86% no ajuste e 15,79% no fim do pregão estendido. E o contrato com vencimento em janeiro de 2021 exibia 15,59%, ante 15,72% no ajuste da véspera e 15,60% no fechamento anterior.


