Em queda
A Bovespa seguiu de perto o comportamento das bolsas norte-americanas e trabalhou em queda em praticamente toda a sessão. E a baixa continuou estimulada pela leitura de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) vai mesmo iniciar o aperto monetário nos EUA em dezembro, entendimento que ganhou força após mais um dado do mercado de trabalho do país. A balança comercial chinesa também influenciou o mercado ontem.

Ibovespa
O Ibovespa encerrou o dia em baixa de 1,54%, aos 46.194,92 pontos. Na mínima, marcou 46.057 pontos (-1,84%) e, na máxima, 47.001 (+0,17%). No mês, acumula ganho de 0,71% e, no ano, queda de 7,62%. O giro financeiro foi fraco e totalizou R$ 4,467 bilhões.

Fed
O Conference Board divulgou ontem que o índice de tendência de emprego dos EUA subiu 4,1% em outubro, frente ao mesmo período do ano anterior, para 129,48. Mais tarde, o diretor do Fed de Boston, Erick Rosengren, declarou que dezembro poderia ser o momento apropriado para elevar juros, numa trajetória gradual que permitirá tempo para analisar os efeitos da mudança. As bolsas norte-americanas recuavam. Às 17h18, Dow Jones perdia 1,15%, S&P 500 recuava 1,15% e o Nasdaq tinha baixa de 1,26%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


China
O sinal negativo também teve influência da China, após a balança comercial desapontar e se refletir sobre os preços das commodities, que caíram. Vale ON recuou 1,47% e Vale PNA, 1,23%. Petrobras ON caiu 3,24% e a PN, 2,30%.

Dólar
A expectativa de que o Fed poderá elevar os juros em dezembro e os dados da balança comercial chinesa pressionaram também as cotações do dólar. A moeda avançou 0,82%, a R$ 3,7903, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,7792 e a máxima de R$ 3,8063. No mês, a moeda tem baixa de 1,80%, mas, em 2015, sobe 42,55%.

Juros
Ao fim da sessão regular na BM&FBovespa, o depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 (26.285 contratos negociados) projetava taxa de 14,238%, ante 14,240% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 (60.010 contratos) indicava 15,45%, de 15,35% na sessão anterior. O contrato para janeiro de 2018 (40.685 contratos) mostrava 15,71%, de 15,65%. E o DI para janeiro de 2021 (36.830 contratos) apontava 15,72%, de 15,63%. O dólar à vista subia 1,11% por volta das 16h30, a R$ 3,8009.

Focus
Ontem, a pesquisa Focus mostrou que a projeção para o juro básico no fim de 2016 passou de 13,00% para 13,25%, indicando que os participantes acreditam que o espaço para o BC baixar a Selic está ficando cada vez menor. Até porque, a expectativa com o PIB do próximo ano recuou de -1,51% para -1,90%.

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