MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 2015
Agência Estado 
Empregos
Os dados do relatório de emprego (payroll) nos EUA, divulgados na manhã de ontem alimentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) poderá elevar juros já em dezembro. Isso trouxe um viés de baixa para as bolsas globais e também pesou sobre a Bovespa.
A diferença é que, no Brasil, a derrocada dos papéis da Vale prejudicou ainda mais a bolsa.
Baixa
O Ibovespa fechou em baixa de 2,35%, aos 46.918,51 pontos. Na máxima do dia, o índice marcou 48.046 pontos (estável ante o fechamento de anteontem) e, na mínima, atingiu 46.397 pontos (-3,43%). O giro financeiro foi de R$ 5,859 bilhões.
Acidente
Os números do emprego norte-americano trouxeram um viés de baixa para as bolsas de Nova York que, no entanto, durante a tarde, recuperaram fôlego. No Brasil, a Bovespa seguiu em baixa firme, mesmo porque o acidente com a mineradora Samarco em Minas Gerais, que tem como um dos acionistas a Vale, repercutia fortemente nos negócios. A ação ON da Vale despencou 7,55% e a PNA teve queda de 5,70%. Outra blue chip também penalizou o Ibovespa: Petrobras ON cedeu 3,23% e o papel PN da estatal teve baixa de 3,58%, com os preços do petróleo em queda tanto em Nova York quanto em Londres.

Salvação
Profissionais citaram ainda a atuação dos estrangeiros na ponta de venda de ações de companhias brasileiras, o que fazia poucas ações da carteira do Ibovespa se salvarem. Uma delas foi Braskem PNA, que subiu 2,02%, após a diretoria da petroquímica sinalizar, em teleconferência, que o forte resultado acumulado em 2015 deve contribuir para a alta do valor a ser distribuído sob a forma de dividendos no próximo ano.
Dólar
O dólar sustentou ganhos firmes durante a maior parte de ontem, mas acabou virando para o negativo ante o real em meio à entrada de recursos no País e a movimentos técnicos. A moeda à vista indicou queda de 0,43%, aos R$ 3,7595. O dólar para dezembro, no fim da tarde, recuava 0,24%, aos R$ 3,8010.
Taxas de juros
O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, exibiu taxa de 15,35% no encerramento dos negócios regulares, com máxima de 15,55% no dia e ajuste de 15,37% anteontem. O DI para janeiro de 2016 estava a 14,24%, de 14,255% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2019 marcava 15,74%, de 15,72%, e o DI para janeiro de 2021 estava em 15,63%, de 15,57%.


