Empregos
Os dados do relatório de emprego (payroll) nos EUA, divulgados na manhã de ontem alimentaram as apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) poderá elevar juros já em dezembro. Isso trouxe um viés de baixa para as bolsas globais e também pesou sobre a Bovespa.
A diferença é que, no Brasil, a derrocada dos papéis da Vale prejudicou ainda mais a bolsa.

Baixa
O Ibovespa fechou em baixa de 2,35%, aos 46.918,51 pontos. Na máxima do dia, o índice marcou 48.046 pontos (estável ante o fechamento de anteontem) e, na mínima, atingiu 46.397 pontos (-3,43%). O giro financeiro foi de R$ 5,859 bilhões.

Acidente
Os números do emprego norte-americano trouxeram um viés de baixa para as bolsas de Nova York que, no entanto, durante a tarde, recuperaram fôlego. No Brasil, a Bovespa seguiu em baixa firme, mesmo porque o acidente com a mineradora Samarco em Minas Gerais, que tem como um dos acionistas a Vale, repercutia fortemente nos negócios. A ação ON da Vale despencou 7,55% e a PNA teve queda de 5,70%. Outra blue chip também penalizou o Ibovespa: Petrobras ON cedeu 3,23% e o papel PN da estatal teve baixa de 3,58%, com os preços do petróleo em queda tanto em Nova York quanto em Londres.

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Salvação
Profissionais citaram ainda a atuação dos estrangeiros na ponta de venda de ações de companhias brasileiras, o que fazia poucas ações da carteira do Ibovespa se salvarem. Uma delas foi Braskem PNA, que subiu 2,02%, após a diretoria da petroquímica sinalizar, em teleconferência, que o forte resultado acumulado em 2015 deve contribuir para a alta do valor a ser distribuído sob a forma de dividendos no próximo ano.

Dólar
O dólar sustentou ganhos firmes durante a maior parte de ontem, mas acabou virando para o negativo ante o real em meio à entrada de recursos no País e a movimentos técnicos. A moeda à vista indicou queda de 0,43%, aos R$ 3,7595. O dólar para dezembro, no fim da tarde, recuava 0,24%, aos R$ 3,8010.

Taxas de juros
O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, exibiu taxa de 15,35% no encerramento dos negócios regulares, com máxima de 15,55% no dia e ajuste de 15,37% anteontem. O DI para janeiro de 2016 estava a 14,24%, de 14,255% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2019 marcava 15,74%, de 15,72%, e o DI para janeiro de 2021 estava em 15,63%, de 15,57%.

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