MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de novembro de 2015
Agência Estado 
Juros
As declarações da presidente do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), Janet Yellen, no começo da tarde de ontem foram fundamentais para mudar a trajetória de bolsa, que devolveu a alta inicial e passou a cair. Yellen sinalizou que os juros norte-americanos podem mesmo começar a ser elevados ainda em 2015. A forte queda do preço do petróleo ainda acabou por influenciar a Petrobras, também penalizada pela greve dos petroleiros e por uma realização de lucros.
Queda
O recuo dos papéis da petroleira amplificou a baixa do Ibovespa, que terminou em queda de 0,71%, aos 47.710,09 pontos. Na mínima, marcou 47.441 pontos (-1,28%) e, na máxima, 49.054 pontos (+2,08%). No mês, acumula alta de 4,02% e, no ano, queda de 4,59%. O giro financeiro totalizou R$ 7,393 bilhões, segundo dados preliminares.
Blue chips
Petrobras ON cedeu 6,34% e Petrobras PN, 4,72%. A estatal informou que a greve dos petroleiros, iniciada na última quinta-feira, fez a produção diária da estatal recuar 13% e a disponibilidade diária de gás natural ceder 14%. No exterior, o contrato do petróleo para dezembro fechou em baixa de 3,30%. Vale também recuou 1,97% na ON e 2,22% na PNA, devolvendo os ganhos iniciais influenciados pelo PMI positivo da China.

Nos EUA
Nos EUA, as bolsas cediam, mas em menor intensidade, após Yellen. Dow Jones perdia 0,21%, S&P, 0,32%, e Nasdaq, 0,04%, às 17h13.
Dólar
As declarações da presidente do Fed no começo da tarde foram fundamentais para firmar o avanço do dólar, que fechou com valorização de 0,64%, a R$ 3,7968. Na mínima, marcou R$ 3,7471 e, na máxima, R$ 3,8138. No mercado futuro, a moeda para dezembro subia 0,66% às 17h17, a R$ 3,826.
Taxas de juros
Em dia de resultado da produção industrial brasileira, que, segundo o IBGE, recuou 1,3% em setembro ante agosto na série com ajuste sazonal, os juros futuros apenas monitoraram os números e mantiveram a trajetória de baixa vista na véspera. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 tinha taxa de 14,245%, ante 14,249% no ajuste de anteontem. O DI para janeiro de 2017 projetava 15,35%, de 15,38%. Para janeiro de 2019 estava em 15,65%, de 15,83%, e para janeiro de 2021 tinha taxa de 15,52%, de 15,70%. As declarações da dirigente do Fed não influenciaram as taxas de juros.


