Disparada
O primeiro pregão de novembro foi de fortes ganhos no mercado brasileiro de ações, que operou ontem embalado pelo desempenho positivo das bolsas internacionais, balanços corporativos e pela forte presença de investidores estrangeiros na compra.
O Índice Bovespa terminou o dia em 48.053,66 pontos, com alta de 4,76%, a maior desde 21 de novembro.

Feriado
Um dos motivos foi a forte alta das bolsas internacionais anteontem, que inflaram também os ADRs das empresas brasileiras na bolsa de Nova York. Devido ao feriado de Finados no Brasil, as ações se ajustaram ontem às altas da véspera. A divulgação de informações corporativas fez diversas ações se destacarem, como Hypermarcas, CSN e Itaú Unibanco.

Venda
Com valorização de 21,14%, Hypermarcas ON liderou as altas do Ibovespa. As ações refletiram a notícia da venda da divisão de cosméticos para a gigante francesa Coty e o aumento da recomendação das ações da empresa pelos bancos. Já CSN ON disparou 16,59%, influenciada principalmente pelo ajuste aos preços dos ADRs, que haviam subido na véspera em meio ao otimismo com dados melhores da indústria dos Estados Unidos e da Europa.

Avanço
Itaú Unibanco PN (+6,42%) e BR Malls (+7,14%) refletiram os números positivos do terceiro trimestre de 2015. Já Cetip ON (+8,36%) e BM&FBovespa ON (+8,77%) subiram com a expectativa de fusão entre as duas instituições. As ações da Petrobras se beneficiaram da alta do petróleo e dispararam 12,58% (ON) e 9,99% (PN).

Dólar
A escassez de notícias negativas no cenário interno e a maior oferta de recursos via Banco Central contribuíram para a queda de 2,26% do dólar, a R$ 3,7725. No cenário político, influenciou a possibilidade de aprovação na Câmara da lei de repatriação de recursos, que também pode arrefecer pressões sobre o dólar. O movimento de queda ainda foi favorecido ainda pela desvalorização do dólar ante divisas de países emergentes no exterior.

Taxas de juros
Em dia de negócios reduzidos, as taxas de juros negociadas no mercado futuro da BM&FBovespa fecharam em queda significativa. No fechamento do horário regular de negócios na BM&F, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 ficou em 14,249%, ante 14,270% do ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 fechou em 15,37%, na mínima, frente a 15,47% do ajuste anterior. A taxa do DI de janeiro de 2021 terminou o dia a 15,70%, de 15,95%.

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