MERCADO FINANCEIRO
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de outubro de 2015
Agência Estado 
Em alta
Em um dia de agenda esvaziada, a Bovespa acabou se fiando em números corporativos ontem. À tarde, de olho em Wall Street, oscilou parte do período ao redor da estabilidade, mas na reta final firmou os ganhos que carregou até o final. O Ibovespa terminou em alta de 0,53%, aos 45.868,81 pontos. Na mínima, marcou 45.401 pontos (-0,50%) e, na máxima, 45.975 pontos (+0,76%). Na semana, cedeu 3,63%, mas em outubro acumulou ganho de 1,80%. No ano, até agora, quem investiu na Bovespa perdeu 8,28%. O giro financeiro negociado ontem totalizou R$ 6,818 bilhões. Em Nova York,
o Dow Jones caía 0,20%, o S&P 500 cedia 0,18% e o Nasdaq tinha baixa de 0,22%.
Desabou
Dos balanços divulgados, destaque para BRF, cujas ações desabaram 9,56%. Os números vieram aquém do esperado pelos analistas e, não bastasse isso, também desagradaram o fato de a companhia decidir não reajustar preços neste ano e o rebaixamento das recomendações pelo Itaú BBA e pelo BofA Merrill Lynch. Outro destaque foi o Pão de Açúcar, que fechou em alta de 1,97% na PN, apesar do balanço abaixo das expectativas. A varejista anunciou prejuízo consolidado de R$ 122 milhões no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 391 milhões ante igual período do ano passado. Vale ON teve ganho firme, de 5,70%, e a PNA subiu 5,25%. Já Petrobras ON avançou 0,86% e o papel PN teve alta de 1,31%.

Dólar
A disputa entre comprados e vendidos pela formação da Ptax (taxa de câmbio média) de fim de mês conduziu os negócios no câmbio ontem, pelo menos até as 13 horas. Investidores puxavam o dólar de um lado para outro de acordo com seus interesses na Ptax, que servirá para liquidar os derivativos cambiais que vencem na próxima terça-feira. Definida a taxa, o dólar se firmou em leve alta durante a tarde, com investidores adotando certa cautela antes do fim de semana prolongado no Brasil, com feriado de Finados. O dólar à vista terminou o dia com avanço de 0,15%, aos R$ 3,8596. Na mínima da sessão, marcou R$ 3,8309 (-0,59%) e, na máxima, atingiu R$ 3,8880 (+0,89%). Os ganhos do dólar no Brasil ocorreram a despeito de, no exterior, a moeda americana ter mantido o viés de baixa ante várias divisas na etapa vespertina.
Taxas de juros
No fim da sessão regular, a taxa do DI para janeiro de 2016 estava em 14,27% (108.775 contratos negociados), de 14,240% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 marcava 15,47% (113.225 contratos), de 15,38%. Já o DI para janeiro de 2021 exibia taxa de 15,95% (114.760 contratos), de 15,95% do ajuste de anteontem.


