Dólar
O mercado de câmbio se orientou por fatores internos e externos nos negócios de ontem e o dólar à vista fechou em baixa de 0,38%, cotado a R$ 3,9037. No cenário internacional, as atenções se concentraram na política monetária dos Estados Unidos, a ser definida hoje, com o fim da reunião do Federal Reserve que deve manter a taxa de juros. No Brasil, o foco foi a questão fiscal, com a divulgação de números sobre a meta deste ano.

Sem efeito
O anúncio de que o governo revisou a meta de superávit primário para um déficit orçamentário de pouco menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 teve efeito pontual no mercado de câmbio. Isso porque o mercado já repercutia positivamente a avaliação da agência classificadora de risco Moody’s, de que essa revisão não seria uma surpresa, o que foi interpretado como um sinal de que o risco de um rebaixamento do rating brasileiro está afastado.

Juros
O mercado futuro de juros voltou a ajustar as taxas para baixo. Outro fator que favoreceu o ajuste das taxas foi a decisão do Tesouro Nacional de limitar a oferta de títulos de longo prazo atrelados à inflação e emitir menos títulos prefixados. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 terminou em 14,25%, ante 14,26% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017 fechou em 15,22%, de 15,32%. Para janeiro de 2021 teve taxa de 15,73%, ante 15,92%.

Bovespa
O mau humor dos investidores internacionais foi determinante para a queda de 0,35% da Bovespa, a terceira consecutiva. O Índice Bovespa terminou o dia aos 47.042,94 pontos, acumulando perda de 1,40% em três dias. O volume financeiro total na bolsa brasileira foi de R$ 5,868 bilhões.

Sem força
As ações chegaram a ensaiar uma alta pela manhã, quando o índice atingiu a máxima de 47.338 pontos (+0,27%), mas não tiveram fôlego diante do desempenho negativo das bolsas na Europa e nos Estados Unidos. Mesmo com a cautela diante da proximidade da decisão do Fed, a queda dos preços do petróleo repercutiram negativamente.

Blue chips
Entre as ações que compõem a carteira teórica do Índice Bovespa, as da Petrobras exerceram forte pressão de baixa sobre o índice. Os papéis refletiram a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, diante da redução da demanda mundial pela commodity, em sinal de desaceleração econômica. Ao final dos negócios, Petrobras ON teve queda de 3,85% e Petrobras PN, de 3,18%. As ações da Vale também recuaram significativamente, seguindo a queda dos preços das commodities. Vale ON e PNA fecharam em baixa de 4,65% e 2,58%, respectivamente.

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