Ibovespa
A Bovespa engatou sua segunda sessão seguida de baixa ontem, num pregão morno, paralisado pelo noticiário esvaziado e, sobretudo, pela expectativa com uma agenda recheada nos próximos dias, queda das bolsas estrangeiras e as preocupações com a questão fiscal. O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,81%, aos 47.209,32 pontos. Na mínima, marcou 47.105 pontos (-1,03%) e, na máxima, 47.875 pontos (+0,58%). No mês, acumula alta de 4,77% e, no ano, perda de 5,59%. O giro financeiro totalizou R$ 4,334 bilhões, o menor do mês.

Vale
Vale foi um dos destaques negativos da sessão, penalizada por relatório da Moody’s. Segundo a agência de classificação de risco, a desaceleração da China, a recessão no Brasil, as frágeis condições econômicas na Europa e a fraca recuperação dos EUA vão continuar pressionando os preços dos metais básicos em 2016. Por isso, a Moody’s manteve perspectiva negativa para o setor. Vale ON cedeu 3,98% e Vale PNA, 4,21%. Petrobras abriu em alta, mas virou e terminou no vermelho. A ON caiu 0,83% e a PN, 1,75%. O setor de telefonia terminou o dia entre as maiores altas do Ibovespa, influenciado por notícias de consolidação e relatórios favoráveis. Oi PN avançou 6,06%, TIM ON, 5,93% e Vivo PN, 4,29%, as três maiores elevações do índice.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Dólar
O dólar não conseguiu sustentar a baixa vista na manhã de ontem, influenciada pela expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve apenas em 2016 e pela possibilidade de estímulos às economias da Europa e Japão. Isso porque os preços mais baixos acabaram atraindo compradores e o movimento de valorização encontrou respaldo também na percepção ruim sobre a economia doméstica. Assim, o dólar terminou o dia em alta de 1,13%, a R$ 3,9186, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,8278 e a máxima de R$ 3,9241. No mês, a moeda acumula queda de 0,76% e, no ano, alta de 47,37%. No mercado futuro, a moeda para novembro subia 0,75% às 17h23, para R$ 3,920.

Juros
Em uma sessão de liquidez bastante reduzida, o mercado futuro de juros ajustou as taxas ligeiramente para baixo, com as atenções dos investidores concentradas na questão fiscal e na reunião do Federal Reserve amanha. Nos negócios na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2016 terminou o horário regular com taxa de 14,260%, ante 14,263% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 fechou em 15,32%, de 15,35%. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 teve taxa de 15,92%, ante 15,96% no ajuste anterior.

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