Efeito China
O anúncio de novos estímulos à economia chinesa conduziu ontem a queda do dólar ante o real, assim como de divisas de emergentes ou exportadores de commodities. Porém, o mal-estar gerado pelo rombo fiscal do País fez com que a divisa à vista terminasse com queda de só 1,07%, aos R$ 3,8840. A mínima foi de R$ 3,8660 (-1,53%) e a máxima, de R$ 3,9270 (+0,03%). No mercado futuro, o dólar para novembro tinha baixa de 0,54%, aos R$ 3,8990, antes das 18 horas.

Contraponto
O Banco do Povo da China anunciou corte de 0,25 ponto porcentual nas taxas de juros de empréstimos e depósitos de um ano, para 4,35% e 1,50%, respectivamente. Foi o sexto corte de juros desde novembro do ano passado. Os investidores se voltaram então para o ambiente interno. No foco, estiveram os receios com o rombo fiscal do País, que pode se aproximar dos R$ 76 bilhões em 2015, conforme alguns cálculos.

Taxas de juros
As taxas dos contratos futuros de juros subiram em toda a curva, devido à questão fiscal. Os números da arrecadação federal divulgados ontem vieram menos ruins do que o esperado, com R$ 95,239 bilhões em setembro ante os R$ 93,850 bilhões da mediana projetada pelo mercado. Porém, ainda há a percepção de que rombo fiscal só cresce. O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, exibia taxa de 15,35% no fim da sessão regular, de 15,27% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 estava a 14,263%, de 14,240%. O DI para janeiro de 2021 estava em 15,96%, de 15,84%.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Bovespa
A Bovespa sustentou ganhos durante a maior parte da sessão, em sintonia com o ambiente externo, favorecido pelo anúncio de estímulos à economia chinesa. No meio da tarde, o mal-estar com a deterioração do cenário fiscal no Brasil fez a bolsa brasileira passar a cair, até fechar nos 47.596,59 pontos, redução de 0,37%. Na semana, houve alta de 0,76% e, no mês, avanço de 5,63%. A máxima chegou a 48.837 pontos (+2,23%), e a mínima, a 47.502 pontos (-0,56%).

Ansiedade
Os papéis ON da Petrobras cederam 0,92% e os PN caíram 0,37%, em sintonia com o recuo do petróleo em Nova York e em Londres. Além disso, investidores mostravam ansiedade quanto aos resultados da reunião do conselho da estatal, que ocorria ontem. Por outro lado, Vale ON subiu 0,49% e o papel PNA da mineradora avançou 1,01%, acompanhando suas pares no exterior e sob a influência dos estímulos anunciados na China, o maior comprador global de commodities.

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