Bom humor
Depois de acumular valorização de 3,82% em quatro sessões consecutivas de alta, o dólar à vista fechou em baixa de 0,48% ontem, cotado a R$ 3,926. Com o noticiário político um pouco mais brando, o mercado refletiu essencialmente a melhora do humor no mercado internacional. A expectativa de adoção de estímulos econômicos na Europa beneficiou preços de commodities e valorizou moedas de países emergentes, o que justifica em boa parte o desempenho do real.

Desaceleração
A origem do bom humor foi o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. Ele afirmou que a recuperação econômica e a inflação da Europa provavelmente foram atingidas pela desaceleração do crescimento de mercados emergentes. O discurso do presidente do BCE foi interpretado como uma sinalização de adoção de estímulos à economia na zona do euro, o que impulsionou os preços das commodities.

Meta fiscal
O cenário político não teve interferência direta sobre os negócios, embora tenha permanecido no radar dos investidores. É esperada para amanhã uma decisão da equipe econômica do governo sobre uma possível revisão para baixo da meta fiscal para 2015, levando em consideração um déficit de aproximadamente R$ 57 bilhões. O ponto crucial nas discussões é a regularização das questões das pedaladas fiscais de 2014.

Imagem ilustrativa da imagem MERCADO FINANCEIRO


Taxas de juros
Um dia após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que manteve a taxa Selic em 14,25% ao ano e sinalizou que a meta de 4,5% de inflação foi postergada para 2017, o mercado futuro de juros ajustou ontem as taxas para baixo nos vencimentos curtos e intermediários e as manteve próximas da estabilidade nos mais longos. Nos negócios na BM&FBovespa, o Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 fechou com taxa de 14,925%, contra 15,14% do ajuste de quarta-feira. O DI para janeiro de 2017, o mais negociado, teve taxa de 15,27%, frente aos 15,44% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 ficou com 15,84%, muito próximo dos 15,83% do ajuste anterior.

Bovespa
O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,59%, aos 47.772,14 pontos. Na mínima, marcou 47.027 pontos (estabilidade), e, na máxima, 47.909 pontos (+1,88%). No mês, acumula alta de 6,02% e, no ano, queda de 4,47%. O giro financeiro totalizou R$ 5,579 bilhões. Vale foi um dos destaques da sessão: Vale ON avançou 2,32% e Vale PNA, 0,61%.
Natura terminou em queda de 3,27% na ON, a terceira maior do Ibovespa. Petrobras ON
avançou 3,06% e a PN, 3,48%.

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